segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

capitulo 21

                                                              MARATONA 7/10



                                                            EU TE AMO ?

Não entramos, ao invés disso ele me puxou porta a fora e me escorou na parede ao lado da entrada, forçando o corpo contra o meu e nos beijamos, um beijo cheio, pleno, de medo e saudade.
Às vezes parece que ele gosta de mim. E esse beijo foi um desses momentos.
Senti um calafrio na espinha e uma tremedeira muito mais intensa nos joelhos.
E seguiu me beijando o queixo, o pescoço, brincando com meu brinco em sua boca, mordendo minha orelha, arfei, inevitavelmente, e ele voltou a beijar meus lábios, língua sobre língua, boca colada, saliva morna e uma tensão sexual crescente.
Descolamos nossos lábios em busca de ar, e rimos um pouco da situação.
— Seu batom tá todo borrado.
— É. Deve estar.
— Já disse que adoro esse seu “ é”?
— Algumas vezes.
— Vai ser bom você entrar com a boca de quem andou beijando.
— A sua também tá manchada.
— Que bom
Entramos e dessa vez todos nos olharam, não pude evitar sentir prazer ao ver a cara de bunda do Ian ! Joe era maior, mais forte, mais bonito e apesar dele não saber, mais pirocudo também! (o que me fez rir por dentro) Apesar disso ele não pareceu surpreso, claro, Nina  deve ter lhe contado sobre o Joe  e provavelmente a fofoca do momento era sobre o “ noivo da Demetria ”.
Limpávamos os lábios quando Miley  veio nos cumprimentar.
— Oi gente! Mas vocês não se largam um minuto não é?
— Oi Miley . Aproveita que está aqui e apresenta o Joe  para o restante do pessoal, eu simplesmente não tenho estômago para aqueles dois.
— Pode deixar.
Nick me alcançou me dando um abraço.
— Tudo bem?
— Tudo. — Claro que não! Meu ex namorado com minha ex amiga e eu completamente apaixonada pelo Joe .
Acho que não estava me sentindo bem, de verdade.
O ensaio começou mesmo com Vanessa  atrasada, dez minutos depois ela chegou toda esbaforida com o namorado, Zac, que era um dos padrinhos também.
Eu estava no “ altar” representando a família do noivo sendo observada por Joe , na cadeira como convidado, e eu sorrindo feito uma retardada toda vez que ele fazia mímica, cada hora falando uma coisa mais louca que a outra, Ian  vez e outra me olhava seguindo meu olhar.
Joe  moveu os lábios “ quero te chupar”, segurei o riso alto e fingi uma tosse, o pastor estava falando algo sobre Deus ser a terceira presença no matrimônio e o Joe  falando bobagens sem parar, me deixando à vontade, me fazendo esquecer que Nina estava ao meu lado e Ian na outra ponta.
De repente o vi se mover desconfortável, puxou o celular, com uma cara feia e digitou alguma coisa, arrumou o cabelo e vi seus lábios se movendo mais uma vez, pensei que teria de sair e já estava até triste, mas ele quase me fez desmaiar.
Seus lábios me disseram sem que saísse um som sequer: “ eu te amo” e sorriu. Me senti pequenininha, meu coração se apertou tão forte, meu olho marejou, tentei não chorar, foi instintivo que lhe respondesse da mesma maneira, “ eu te amo”. Ele me ama. Ele me ama!
A lágrima que segurava bravamente escapou pelo rosto e a capturei disfarçadamente. Olhei para frente e percebi Ian muito sem graça, tomando conta da nossa conversa.
Ah. Entendi.
Agora sim estava precisando de ar, respirei fundo.
Respirei fundo de novo.
E de novo... e não deu. Foi só o tempo de pegar minhas coisas sobre uma das cadeiras.
E foi a cena mais humilhante de todos os tempos, a irmã do noivo saindo correndo do salão, no meio do ensaio de casamento, sem olhar pra trás, chorando feito uma tonta desesperada.
Puxei da bolsa as chaves do carro, apertando o botão de destravamento do meu civic, abri a porta correndo e uma mão empurrou o vidro fechando-a com violência.
— Que porra é essa, Demetria ?
E a otária aqui em prantos.
— Querida...
— Não me chame de querida! Eu não sou sua querida! E tira a mão de mim!
Meu irmão apareceu na porta, estava longe o suficiente para nos ouvir, mas podia nos ver e Joe me abraçou apertando firme meu corpo.
— Seu irmão está olhando. Se acalma.
— Não consigo, Joe, não consigo. — eu só sabia chorar e sofrer, a dor no meu peito era tanta, não pensei que me sentiria destroçada com a situação.
— Espera aqui, ouviu? Espera!
Joe se afastou correndo, entrei no carro disposta a ir embora, mas o vi falando com meu irmão e Nick lhe deu um aperto de mão, Joe voltou correndo e abriu a porta do motorista.
— Chega pra lá, Demetria.
Obedeci e ele arrumou o banco e os espelhos do carro, dando a partida em seguida, e ficava me olhando preocupado, enquanto estava encolhida no banco, chorando e chorando. O coração em pedaços.
— Será que dá pra me dizer o que está acontecendo?
Não dá! Não dá pra dizer que eu te amo, seu cretino!
De repente ele me olha estranho.
— Isso tem a ver com o seu ex namorado ou comigo?
Silêncio e lágrimas caindo.
— Devo entender seu silêncio como sendo comigo.
De repente ele freia o carro e gira o volante seguindo o caminho contrário, e isso me assusta. Ele passa da entrada para o meu apartamento e segue adiante.
— Aonde estamos indo?
Foi a vez dele ficar calado e isso me matou, de medo, de ansiedade e de repente me deu um estalo de realidade, e se ele for um assassino?? E se for um maníaco do parque ??
Fiquei mais calma quando não entrou em nenhuma estradinha de terra, mas seguiu com meu carro até o Leblon e parou em frente a um prédio, o vigia se aproximou, ele desceu o vidro e nem precisou falar nada!
O homem deu boa noite senhor e nós entramos na garagem.
— Que lugar é esse? — Joe continuou sério, de braços cruzados, nem me olhou direito.
Descemos do elevador no terceiro andar.
Ele tirou as chaves do bolso e abriu a porta. Me entregou as chaves do meu carro e as coloquei no bolso.
— Entra. — entrei, era bonito, decoração moderna, toda em preto e branco, sofá de couro preto e cadeiras Barcelona brancas.
— Que lugar é esse? Você mora aqui?
— Não. Aqui é um apartamento de apoio, sabe o que é isso?
— Um lugar onde você leva suas comidinhas. — me dirigi a porta e Joe me segurou pelo pulso.
— Espera.
— Preciso ir embora, já estou bem, obrigada.
— Você sente o que por mim? — Nossa! Que direto!
— Não te interessa!
— Você me ama?
— Você tá louco? Como amaria um garoto de programas?
Ele me tomou os lábios com urgência num beijo fora de qualquer controle, com vontade, com tudo.
E me arrastou numa onda de inúmeras emoções das mais loucas e imprevisíveis! E senti suas mãos percorrendo meu corpo, me apertando, me querendo, me explorando, e não consegui me desvencilhar de seus braços que me puxavam de encontro ao seu corpo, segurava minha nuca enquanto explorava
minha boca, mordia meu pescoço ao ponto de me ferir, eu gritei, ele segurou meus cabelos nas mãos puxando firme meu rosto pra trás, arrancando meu último suspiro de sanidade.
Apertando minha bunda, diminuindo a distância já íntima entre nós, e eu senti minha cabeça girar e girar enquanto era conduzida por um turbilhão sem fim de desejo, de vontade de amar, praticamente implorando para ser dominada e contida, para ser amada e desejada, querendo que ele fizesse exatamente o que fazia.
Segurando meu corpo firme nos braços, mordendo meu maxilar, arrancando os botões da minha roupa sem o menor cuidado, puxando meu sutiã pra baixo, tomando meus seios em sua boca, sugando desesperadamente meus mamilos como quem suga o néctar da vida. Era bom e doloroso.
E minhas mãos lhe puxavam os cabelos, e gemia e arfava e implorava por tê-lo em mim, por não saber mais como me segurar, por não conseguir mais frear aquele impulso, e sentir o seu calor, seus beijos cálidos em minha pele, sua saliva, sua língua, seus lábios, seu rosto no meu corpo.
Estávamos ofegantes por culpa daquele beijo insano e ele me olhou nos olhos, parecia descontrolado, estava confuso e desesperado e não sei mais como interpretar tanta angustia em seu olhar, mas era assim, e Joe segurou meu rosto, parecia louco e triste.
Suas mãos em meu rosto, seus olhos nos meus.
Me largou de uma vez, rápido, assustado e eu não sabia o que fazer, o que estava acontecendo, então ele se afastou como se diante dele estivesse o Diabo, como se me temesse, fiquei aturdida, sem saber o que fazer ou o que pensar.
— Desculpa, eu não posso. — se virou de costas e eu fugi.
Apertei seguidas vezes o botão do elevador e por não aparecer de imediato, desci correndo pelas escadas, mas antes de sair prédio afora, sentei, meus lábios inchados, não sabia o que fazer ou o que estava sentindo ou coisa alguma.
Estava no terceiro degrau. Sem ação, coração à mil.
— Meu Deus, que merda é essa? — senti a respiração voltar pouco a pouco ao normal.
Olhei meu estado deplorável.
Da minha blusa não sobrou um só botão, fiquei sem saber o que pensar, o que estava acontecendo.
Ele me ama? Ele me odeia? O quê? Não, espera aí! Isso não pode ficar assim, como que ele me diz, “eu não posso” e eu saio correndo?
Mais indignada que corajosa subi novamente aquelas escadas e esmurrei aquela mesma porta branca até que ele a abriu.
Estava descabelada, ofegante, cheia de raiva, de dúvidas e de amor.
Ele me olhou com o cenho cerrado parecia ter a mesma raiva que eu.
Empurrei-o e entrei, a blusa aberta, sutiã de renda preta aparecendo e....
— Eu quero que você me fôda!
Ele se aproximou ainda com raiva no olhar. Então prossegui.
— Eu paguei por isso! Cumpra a sua parte, michê!
Joe parecia ferido e ao mesmo tempo com ódio e arrancou minha roupa em seguida, mordendo meu ombro, beijando, me puxando pelo pulso até o quarto e me jogou na cama com colcha de camurça preta.
Bati de qualquer jeito contra o colchão e ele arrancou a própria roupa se jogando em seguida em cima de mim, nu, segurando minhas mãos nas dele, apertando desconfortavelmente meus dedos, meu pulso, tomando minha boca como se fosse morrer se não o fizesse, como se quisesse me matar por ter de fazê-lo.
Abriu minhas pernas nas dele e se forçou contra minha calcinha. E então fechou os olhos da maneira mais dolorosa que já havia visto. E isso me machucou.
— Joe... Para. — sussurrei e ele parou, me olhando tão terno, de cenho cerrado, e respiração ofegante — Espera. Desculpa.
Ele desabou ao meu lado, o braço escondia seu rosto.
— Isso não tá dando certo. — ele me deixou confusa com essas palavras.
— O que não está dando certo? Você quer romper o acordo?
E ele disse as palavras que jamais pensaria ouvir de um profissional do
sexo.
— Quero. Porque...
— Por que...
— Porque eu tô apaixonado por você, Demetria .

 .................continua ................

OI gente .....eu sei que falei q ia postar 2 ou até 3 capitulos ...mas sério...não deu mesmo ....mas pra recompensar postei um big pra vcs ......mil desculpas ok ......
e muito obrigada pelos comentários de vcs ....eu leio todos ...só to sem tempo pra responder ....mas logo isso vai mudar ......então galera .....muitos comentários para o capitulo de amanhã .......
bjsssss




7 comentários:

  1. Ai meu Deuuuuuuus ele se declarou ai meu senhoooor, posta mais posta posta posta posta posta

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  2. Posta logo!!!!! Perfeito, quero mais!
    Bia

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  3. P.q.p...não acredito...parou na melhor parte...
    Ele ama a demi u.u que orgulhooo
    Ansiosa para mais...
    Posta logoooo
    Beijos

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  4. Caramba ta muito bom... quero mais.

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  5. gente q babado ele ama ela.POOOOOOOOOOOOOOSTA

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  6. Oh meu Deus! Estou sem palavras pra isso! Estou chocada, tipo muito mesmo! Posta o mais rápido que puder por favor!!!

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