segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

capitulo 30

gente só corrigindo um erro do capitulo anterior ..eu coloquei joão..mas na verdade é o Ian ...foi só um erro ...................................................................



             Fecho os olhos pra não ver passar o tempo
            Sinto falta de você
            Anjo bom, amor perfeito no meu peito
            Sem você não sei viver

            Então vem
           Que eu conto os dias, conto as horas pra te ver
           Eu não consigo te esquecer
           Cada minuto é muito tempo sem você, sem você

           Eu não vou saber me acostumar
           Sem suas mãos pra me acalmar
           Sem seu olhar pra me entender
           Sem seu carinho, amor, sem você
           Vem me tirar da solidão
           Fazer feliz meu coração
          Já não importa quem errou
          O que passou, passou..............


— Que nojo!! Sai daqui seu porco! — mergulhei me desvencilhando de seu toque, rapidamente pulei fora da piscina e cuspia e cuspia!
Nem mesmo eu imaginei tamanha reação! Me senti suja, esfregava a mão nos lábios tentando arrancar aquele toque de mim. ...Nojo.
— Espera, Demi, vamos conversar...
— Conversar? Você é um imundo Ian! Eu te odeio! Eu te odeio!
— Não é possível que tudo o que sentia por mim acabou!
Ian saiu da água, caminhando em minha direção. Senti tanto asco dele, me enrolei no roupão branco e felpudo, já me dirigia à entrada, quando me segurou.
— Por favor, me escuta, eu errei muito! Muito! A Nina é uma cópia mal feita de você, Demi ! Eu fiquei rodando em vazio, no fundo quem eu sempre quis estava ao meu lado!
— Para!! Escuta o que você está dizendo! As besteiras que está dizendo! Vocês me humilharam na frente da minha família, dos nossos amigos! Vocês me destruíram, me trataram como uma imbecil, não tiveram a menor consideração, a menor pena de mim!
— E eu tô aqui te pedindo perdão! Me deixei levar, me envolver  pela vagabunda da Nina !
— Um ano e três meses depois... — neguei com a cabeça estava...nem sei o que senti —Você é mesmo um grande homem, Ian. Responsabilizar a Nina por seus erros... é mesmo atitude de um homem de verdade!
— Não precisa de ironia. Vai me dizer que em tão pouco tempo você sente mais por aquele cara que sentiu por mim em quase quatro anos?
— Recoloque a frase, Ian. — estava impaciente com aquele imbecil — Em menos de quatro meses aquele cara me fez sentir o que jamais conseguiria sentir por você nem em uma vida inteira! Eu amo o Joe. Amo!
Ian me puxou apertado e tentou me beijar uma outra vez, mas consegui me soltar de seus braços e lhe virei a mão num soco no lado esquerdo de seu rosto fazendo-o virar a cara com os olhos fechados, puxando o ar com força. Finalmente ele entendeu, recuou e saiu da sala da piscina aquecida sem falar mais nada.
Estava tão arrasada com a atitude de Ian, enojada, não conseguia parar de chorar, aquilo tudo estava sendo demais pra mim! Sentei-me na espreguiçadeira e enterrei as mãos no rosto, abafando aquela sensação horrível que estava me sufocando.
Não demorou muito para que Selena entrasse correndo.
— Demi, o que está acontecendo?? O-o-o Joe... — ouvi Selena gaguejar.
Levantei o rosto quando Sel não conseguiu terminar a frase. Seus olhos repletos de angustia e de dúvidas.
— Joe ?
— Vim correndo avisar, ele-ele-ele tá indo embora!!
— Que? — minha voz saiu aguda e nervosa.
Deixei Sel de lado e corri atrás de Joe, isso não fazia nenhum sentido! Por que estaria indo embora? Por que estava me deixando? Por que... Merda!
Fui o mais rápido que pude! Cheguei a tempo apenas de ver o Sonata se afastando pelo portão da pousada.
Meu peito doeu tanto, levei minhas mãos à cabeça e andava de um lado a outro sem saber o que fazer, não conseguia pensar em mais nada, ele estava me deixando, estava me deixando!
— Joeeee !!!
Todo o ar se esvaiu de meus pulmões, e deixei um grito desesperado sair de mim antecedendo a um choro incontrolável . Sel me segurou, tentando me abraçar e eu tentando tira-la de mim, não queria ser consolada, queria o Joe, queria o meu Joe, queria o meu amor!
Queria matar o Ian !
Empurrei Sel e corri muito! Atravessei o estacionamento, o pátio de entrada, os jardins e a piscina comum, entrei apressada pelo salão e segui para o corredor que levava aos quartos.
Acho que empurrei a porta com tanta força atrás de mim que ela voltou a abrir, Ian me olhou assustado e parti pra cima dele, descontando toda a raiva que estava sentindo dele, dos quase quatro anos que ele jogou fora por nada. De como me traiu porcamente com uma mulher a quem chamei um dia de amiga.
Raiva por ele ser um canalha. Raiva de mim, por ter sido tão estúpida em não abrir os olhos e ver que era ele quem havia entrado na piscina. Raiva por ter desconfiado de Joe e Rosane. Raiva! Raiva! Raiva!
Ian se defendia com as mãos enquanto eu lhe dava chutes, tapas e socos. Meu corpo tremia e simplesmente não pude parar de atacá-lo ainda quando Guilherme e Alan me arrastavam para longe de Ian e eu tentava alveja-lo com mais chutes e pontapés. E eu gritava pra quem quisesse ouvir que eu o odiava, o odiava com todas as minhas forças! Nunca antes senti tanta dor. Ian me traiu, eu vi. Ainda assim não era nada perto do que estava sentindo. Alguém me deu água com açúcar, mas não queria água com açúcar. Tentei ir embora e não me deixaram, precisava ir até o Joe dizer a ele! Dizer...eu... eu...
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Sel dormia ao meu lado em seu chalé. Eu, fitava a parede pintada de branco... fitava o nada.
O travesseiro encharcado pelas lágrimas.
Aquela dor não tinha ido embora. Segurei o celular forte nas mãos, foram tantas as mensagens que deixei, tantas chamadas, todas ignoradas. Sel me contou, contou que Joe e ela conversavam sobre a loja de bolinhos de chuva, que ele adorou a ideia. Contou que estava chateado por eu não acreditar nele, contou que Rosane estava segurando a aliança em sua mão, apenas isso.
Foi me procurar, deve ter visto Ian e eu num canto da piscina. Arrumou sua bolsa de viagem e foi embora. Nem ao menos me questionou. Apenas se foi.
E com isso aquela amargura foi se transformando em mais raiva, agora estava com raiva dele, por não ter falado comigo! Por ter pensado que eu pudesse voltar para aquele porco do Ian.
E na mesma proporção em que crescia minha raiva, crescia também meu desespero, não poderia viver sem Joe, não conseguiria..............
E minhas lembranças me torturavam com a visão do discreto sinalzinho que suspendia acima do lábio e quase sumia quando ele sorria, de como partia o pão em pedaços pequenos e os levava à boca, do aperto de seus abraços, do jeito que amarrava o tênis como uma criança e da maneira desenvolta e totalmente
contrária com que dava um nó de gravata e me lembrei de cada coisa boba e trivial.
Sel e eu voltamos para o Rio de Janeiro assim que amanheceu, nos despedimos dos meus tios e Tio Bento disse: Nunca vi você querer tanto uma coisa. E sorriu.
Sabe o que foi pior?
Entrar no apartamento e percebê-lo tão vazio quanto estava meu coração sem o Joe.
Andei com medo de meus próprios passos, minha respiração aumentando em desalinho enquanto me aproximava do quarto, parei à porta do banheiro, sobre a pia não havia mais nada dele.
Meu coração martelava o peito da maneira mais dolorosa possível.
Nada mais nas gavetas, nada mais em seu lado do guarda-roupas. Levou o tênis, que só serviu para enfeitar o canto da porta. As roupas lavadas ainda amassadas, também as levou.
Sentei-me no corredor frio e lá apoiei minha cabeça em meus braços, enlaçando minhas pernas em um abraço, nada mais importava. ....Nada.
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Terça-feira.
O sol estava alto. Eu sem forças para me levantar da cama. Quebra luz e cortinas fechadas, não consegui pregar os olhos, rolando de um lado a outro, estava me sentindo pequena, encolhidinha embaixo dos lençóis. Meu celular apitou uma mensagem e agarrada num fio de esperança o alcancei sobre a mesa de cabeceira. Sel........
“ Disse que estava muito doente, mas o chefe tá puto! Dá notícias por favor!” -S
" Tudo bem. Vou descolar um atestado.” – D
Muito a contragosto me levantei........
No espelho o reflexo tosco de um rosto inchado de tanto chorar, olheiras fundas e nariz vermelho de tanto fungar. Fechei os olhos, precisava tirar forças e não sabia de onde para resgatar a mim mesma daquele inferno. Praguejei por estar me comportando como uma adolescente, coisa que não era há muito
tempo. Primeiro a gente nega, não acredita no que está acontecendo. Depois a gente simplesmente se culpa e começa a culpar o Mundo inteiro por cada passo mal dado.
Ainda antes de parar de culpar o Mundo, vem a fase de sentir muita raiva da pessoa que nem ao menos nos deu a chance de explicar. E então vem a auto piedade, misturada com indignação, raiva de si mesmo e uma coragem fingida de querer seguir em frente.........
Mas foi nessa fase que percebi que ele poderia estar sentindo o mesmo, pois eu, da mesma maneira, não lhe dei a chance de explicar coisa alguma e então sem dúvida ele me viu com Ian e a coisa seguiu ladeira abaixo.
O fato de ter apenas ido embora me dizia que ele pulou todas as etapas e foi direto para o seguir em frente, e o que eu poderia esperar de um cara como ele?
Peguei o resto de dignidade que tinha, respirei fundo e segui até uma Unidade de Atendimento 24horas, consegui um atestado de dois dias, inventei uma dor maluca e pronto, mas estava na cara que remédio nenhum poderia curar aquela dor no meu peito.
Voltei pra casa com o pensamento nas palavras de tio Bento. “ Nunca vi você querer tanto uma coisa”. Foi com essas palavras em mente que entrei na internet, em busca do Joe, ainda que ele seguisse adiante, eu precisava explicar o que aconteceu. Mas ele havia retirado a página do seu anúncio, no número telefone que
tinha, aquela maldita mulher dizendo que o número era inexistente, foi me dando um desespero, medo absurdo de perde-lo pra sempre......
Era madrugada quando peguei o carro e fui para o Joá, parei na frente da casa do tal amigo, estava tudo escuro e silencioso, esperei por ele, esperei a madrugada toda, até o sol de quarta-feira me acordar invadindo o meu carro e me chamando pra vida.
Apesar do atestado válido para aquele dia, precisava voltar para o escritório, não havia retornado a nenhuma chamada da Sel que foi até meu apartamento e deu de cara na porta.
Precisava pensar com clareza, caralho! Eu não era mais uma garotinha que perdeu o namoradinho da escola! Eu sabia de todos os riscos e sabia que estava apaixonada por ele! Precisava me recompor ou a ausência do Joe me consumiria por completo.
Sel arregalou os olhos e a boca formou um grande " O" ao me ver.
— Mas que porra é essa? Vem cá! — me arrastou para o banheiro antes mesmo que eu colocasse a bolsa sobre a mesa — Caramba, eu liguei tanto pra você, fui no seu apartamento... aonde você se meteu?? Minha Nossa, que estrago! Tio Bento me ligou, Sandro me ligou, até o Alan me ligou! Tua família tá louca atrás de você! ...
Seria cômico se não fosse trágico, Sel falando muito, tentando me maquiar, e as lágrimas apenas descendo, sem nenhuma lamentação ....
A recepcionista abriu a porta, levou um tempo pra assimilar a cena e avisou de uma entrega para mim.
Primeira coisa que pensei: flores! Joe me procurando para conversarmos! E quão grande foi minha decepção com aquele pequeno envelope pardo com meu nome apenas. Minhas chaves.
Afundei na cadeira e o ar apenas se esvaiu. Fiquei com o envelope nas mãos sem saber o que fazer.
Não havia um contrato que fizesse sentido, as letras se misturavam e me confundiam ainda mais a mente. Não conseguia ouvir nada que Sel falava, não conseguia ouvir nem a mim mesma.
O chefe apareceu na minha frente, falando suas bobagens devidamente ignoradas, se retirou, percebi quando bateu a porta e senti que todos me olhavam.
O telefone tocou, no visor seu ramal, mandou que fosse até sua sala. Sinceramente, eu não sei o que aquele boçal falava, só via sua boca se mexendo com arrogância e minha mente só pensava que... eu perdi o Joe,
perdi o único homem que amei.
O chefe ficou esperando uma resposta e não sei, estava tão sem paciência pra ele...
— Se o senhor está tão insatisfeito comigo, por que não me manda embora?
*
Sel ficou me olhando sem entender a minha cara, era um misto de alívio com as mesmas lágrimas de antes...
— E aí?
— Fui demitida.
— O que??
— Graças a Deus. Vou pra casa.
— Aviso prévio?
— Indenizado. Melhor assim, Sel, agora aquele filho da puta pode colocar um parente dele no meu lugar, o que vem querendo fazer há tempos.
Sel me abraçou forte.
— Mas você vai ficar em casa?
— Vou tentar remarcar uma entrevista pra sexta-feira, estarei bem até lá.
— Caralho. — Sel coçou a cabeça, tentando disfarçar sua tristeza e seus olhos marejados.
Saí me sentindo livre, tranquila. Já com saudades de ter Sel ao meu lado perturbando minha vida a cada segundo, mas no geral, com toda a dor que a ausência de Joe me causava, me livrar do chefe escroto foi a melhor coisa naquele momento.
Precisava apenas resolver uma coisinha...
O homem baixinho e barrigudo que atendia pelo nome de Paulo abriu a porta e desanimou em me ver.
— A senhorita...
— Lembra de mim, né?!
— Lembro sim... Como conseguiu entrar?
— Deixaram o portão aberto.
— Sei... O que você quer? Ver minha identidade novamente?
— Não. Quero que por favor, Paulo, diga a ele que o amo. Que foi um mal-entendido e que o amo.
— Ama quem? — ele parecia confuso.
— Todo mês entra uma soma em dinheiro na conta da sua empresa. Diga ao homem que faz com que estas somas apareçam que eu o amo, mesmo que ele não queira acreditar que foi um mal-entendido, apenas... diga que o amo, por favor.....
Enxuguei a lágrima que escapava.Ele ficou me olhando com piedade e suspirou, balançou a cabeça em
negativa e eu fui embora.
Dali segui para casa, precisava voltar pra minha cama, dormir no carro não era uma coisa legal para as costas, não mesmo.....
*
Quinta-feira.
Acordei decidida a contratar um detetive particular, sim mais uma de minhas ideias brilhantes, foi o que pensei de mais sensato para encontrar o Joe....Almocei com Sel e contei meu plano, ela não foi contra, sorriu um bocado e estava feliz em me ver aparentemente bem, como ela mesmo disse.
Mas não precisei gastar dinheiro para isso.
Assim que Sel e eu nos despedimos, segui de carro até Copacabana, parei no sinal fechado e, sabe quando dá uma sensação estranhíssima no peito? Como um aviso?
Olhei distraidamente para a minha esquerda, minha boca se abriu e fiquei imóvel, ignorando completamente as buzinas dos carros atrás de mim, um cara me cortou e gritou algo como “ piranha!” Sei lá, acho que foi isso que ele disse, sinceramente não consegui prestar atenção em mais nada, estava paralisada. ....Joe.!
Ali adiante, atrás do vidro daquele restaurante caro, sorrindo tranquilamente enquanto entrelaçava seus dedos aos da mulher.... pareciam felizes, ela sorria ainda mais, meus olhos se estreitaram quando ele beijou-lhe os nós dos dedos......



Pisei fundo no pedal furando o sinal amarelo, por um segundo até perdi o rumo de onde estava indo e quando dei por mim estava xingando todos os palavrões que haviam no planeta! Que burra! Estúpida!
Entrei no salão em busca de uma hidratação, manutenção da minha sobrancelha, uma escova e um novo corte de cabelo.


Estava furiosa! Precisava me acalmar! Precisava esquece-lo, afinal para aquele miserável... tudo estava indo muito bem! Falso! “ ...mulher da minha vida...” Filho da puta! Prostituto desgraçado do caralho!
Ainda estava irada, decepcionada e com mais raiva ainda de mim, e ainda pra completar recebi uma mensagem da Sel... * estou indo pra Realengo, ver minha mãe, Chispita comeu veneno de rato e morreu, mamãe está muito triste*
Puta merda, eu adorava aquela gata velha....
E outra vez a dança das sombras no teto do meu quarto me distraiam, o ir e vir dos carros... uns dando sombras mais rápidas, outras mais lentas. Abracei o travesseiro e tentei dormir.
*
Sexta-feira.
Quase uma semana sem o Joe, parecia uma eternidade, por mais que agora o odiasse muito, não estava sendo nada fácil.....
A entrevista de emprego foi numa sala alugada no Centro do Rio, o homem que conversou comigo chamava-se David, um homem muito elegante e diria até bonito, foi muito educado e elogiou bastante minha roupa, um vestido tubinho da Madame MS, cinza gravite e um cinto fininho vermelho, cheguei a pensar que
era gay, mas o jeito como me olhou enquanto conversávamos, não, não era gay.
Meus cabelos estavam mais bonitos com o corte um pouco mais curto do que estava antes ...e agora loiros,
com algumas leves ondulações nas pontas. Maquiei-me com discrição em tons suaves.
Fechamos um salário muito próximo ao que recebia anteriormente, mais os benefícios e um cargo muito superior ao que tinha. Saí de lá com a alma lavada! David, o homem de cabelos castanhos bem arrumados   elogiou muito minha desenvoltura e meus conhecimentos, não pestanejou em me contratar, disse que era melhor contratar-me antes que outro o fizesse, gostei disso.
Gostei também de saber que começaria tão logo, na terça-feira após o exame admissional, marcado para segunda-feira. Vida nova!
Foda-se aquele michê desgraçado dos infernos! Foda-se o Ian ! Fodam-se todos!
.........................continua................

GALERA TÁ AI ..MAIS UM CAPITULO ....CAPITULO TRISTE NÉ GENTE ...JOE DEIXOU A DEMI ....ELA FICOU TRISTE LÓGICO,MAS ESTA DANDO A VOLTA POR CIMA ....MUDOU O VISUAL ...AGORA TÁ LOIRA ....HUMM SERÁ QUE QUANDO O JOE ENCONTRAR COM ELA ...SERÁ QUE ELE VAI GOSTAR ????
OLHA EU POSSO GARANTIR A VCS QUE ESTA MUITO PERTO DA DEMI...E VCS KK DESCOBRIREM O QUE REALMENTE O JOE É .....NÃO SEI SE É NO PROXIMO CAPITULO OU NO OUTRO ...MAS ESTA PROXIMO...E VOCÊS VÃO FICAR MUITO SURPRESOS ....
VAI SER MUITOOOOOO  FODA .....




GENTE A TURNÊ DA DEMI JÁ COMEÇOU ....MEU DEUS ...ESSA VAI SER A MELHOR TOUR DELA ....VCS VIRAM IMAGENS DO SHOW DE ONTEM ???/
TAVA LOTADO !!!! EU SÓ FICO TRISTE POR UMA COISA .....
EU NÃO VOU !!!!!  NÃO CONSEGUI COMPRAR O INGRESSO ....TO MUITO TRISTE POR ISSO .... COMENTEM SE VCS VÃO !!!
BJSSS MEUS AMORES ...



sábado, 8 de fevereiro de 2014

capitulo 29



Joe não se despediu, desligou, enfiou o telefone no bolso da bermuda  e com três passadas largas me alcançou, eu estava de braços cruzados e ele me abraçou por trás, beijando e beijando minha bochecha.
— Desculpe, minha morena linda.
— Tudo bem. — Joe nos parou, me virou para ele e encostou as costas da mão em minha testa.
— Tá doente? Não vai perguntar nada ?
— Não e não. Não estou doente e não vou te perguntar nada.
— É mesmo?
— São detalhes... — minha Nossa quanta mentira! Estava a ponto de ter um treco!
Entramos na cozinha pelos fundos, tia Ana e as ajudantes preparavam o almoço, mas ela nos serviu de café, bolo, pão doce e iogurte, ficamos à mesa da cozinha e por algum milagre, tia Ana não sentou-se conosco para trocar informações.
Na verdade estava reclamando um bocado, não estavam acertando parte de uma receita nova que ela queria servir no almoço.
— Tia Ana, sabe da Sel ?
— Saiu cedo com  o Justin . — sabia! Justin era primo da Miley e era bem assanhadinho...igual a Selena ...
— E meus primos?
— Alan ainda não saiu do quarto com a namorada, Alessandro está na piscina com Guilherme, e Rosane foi na rua com a Sel e o Justin ..
— Tio Bento, tia Emília? ...
Tia Emília era irmã de tia Ana e Rosane e Alan, seus filhos, não eram meus primos de sangue, mas era como se fosse. Muito embora Rosane fosse uma dessas periguetes...
— Bento não sei, Emília acho que na horta arrumando a tela que despencou.
— Hmm...
— Mais que droga!! — tia Ana falou de um jeito que fez a mim e ao Joe olharmos espantados.
— Tia, que tanto a senhora tenta fazer?
— É o molho da caçarola de frutos do mar, não está ficando bom!
Joe esticou os olhos na direção dela e sorriu balançando a cabeça.
— Que foi, Joe?
— A pimenta está errada.
— O que disse? — tia Ana tinha um ouvido muito bom! Credo! Joe falou tão baixinho...
Se levantou ainda mastigando o bolo de laranja, parou ao lado de tia Ana, caramba, ela era muito pequenininha perto dele, Joe empurrou o bolo para o canto da boca.
— Dona Ana, a pimenta branca é muito branda pra este prato.
— Muito branda?
— Precisa estar... — Joe pensava estalando o dedo — più caldo!... bem ...bem ardente! Ardente no final da colherada, capisce?
Olha, que porra isso... Sempre que esse homem abre a boca pra se expressar em italiano, quase molho a calcinha.......
— Tô capiscando, — tia Ana me arrancou uma gargalhada e outra do Joe
— mas a receita diz pimenta branca!
— Questa ricetta não está bem traduzida, veja tia Ana, isto é Caldeirada Mediterrânea, é um prato muito comum na Toscana, lá chamamos de Caldo...
Lá chamamos de caldo, pensava que ele havia aprendido italiano por ter se relacionado com alguém de lá, ou... que se relacionava, afinal... pela vida que tinha...
Agora isso me surpreendeu, ele viveu na Itália, talvez até tenha nascido lá... vá saber...Vá saber é o caralho!
Levantei-me disfarçadamente enquanto Joe explicava a receita para tia Ana e fui saindo de fininho.
Sandro fez uma cara feia, mas não abriu os olhos.
— Está bloqueando o meu sol!
— Bom dia. Me empresta a moto?
Deu uma risada, ainda de olho fechado.
— Mais é claro! Que não.
— Rapidinho, preciso ir antes que o Joe dê pela minha falta.
— Cadê seu Deus grego?
— Na cozinha com sua mãe. Me empresta, San-san! Dois V’s.
— Quatro V’s, vai e volta voando viada.
— Show! Cadê as chaves?
— Guilherme, cadê as chaves da CB?
— No bolso da minha calça. Bom dia Demi.
— Bom dia Gui. Obrigada, já volto.
Desci correndo, peguei a moto e saí realmente voando para a entrada de Penedo.
O restaurante em que vi o Joe era logo o primeiro, assim por alto nada do homem com quem ele falou anteriormente, então resolvi entrar e perguntar......Nada.
Ninguém conhecia o Joe e o tal homem, que era um dos donos, não estava mais lá.
Já estava montada na moto quando um carinha bonitinho veio falar
comigo...
— Oi... Acho que sei quem está procurando. ... acho que era um garçom.
— Sério? —Senti minha barriga se apertar e pensei que teria uma diarréia, tamanho nervoso.
— Não sei o nome dele mas acho que é um cara que trabalhou aqui...— isso fazia sentido, Joe sabia muito sobre culinária!
.........................
Realmente fui e voltei muito rápido! Triste e um tanto chocada.
E apesar da decepção diante do que ouvi, a cena que vi quando estacionei a moto foi digna de aplausos!!
Nina discutindo com Ian enquanto colocava as malas no carro, Ian com cara de tédio e ela praticamente berrando. Passei por eles fingindo que não estava interessada, quando na verdade meu radar estava no nível máximo pra ouvir a discussão. Estavam terminando, ela o estava xingando de filho da puta!
Adorei!
Passei pelo cantinho e eles nem se importaram em parar com o espetáculo enquanto eu caminhava próximo.
Cheguei na piscina com a maior cara de alegria.
— Mentira que você já voltou?!
— Falei que era rápido. — de repente até me esqueci um momento do Joe !
— Gente! Barraco master rolando no estacionamento. Nina e Ian estão aos berros!
— Ih filha, você perdeu, o circo começou lá de dentro, ainda bem que meu pai saiu, ficaria puto com barraco, mas tia Emília apareceu, falou um monte!
— Conta mais! — pedi me sentando.
— Nina o xingou de tudo quanto foi nome, não sei o motivo, embora desconfie, mas eles estão mesmo terminando, certeza, homem que é chamado de brocha não volta não...
— Desconfia de que?
— De que tenha sido por sua causa, meu bem. — adorava aquela gingada de pescoço que ele dava, muito viado....
— Minha causa? Ah tá bom...
— Demi acorda pra vida princesa, você arrumou outro muito melhor que o Ian! Ele está se mordendo! Se rasgando! E brochando... — Sandro foi baixando a voz, mas estava tão empolgada que prossegui de onde ele parou, ignorando totalmente o estranho bico que ele fazia.
— Apesar de querer que ele se dane... Não nego que estou muito contente! Sabe muito? Muito!
— Contente pelo que? — Joe me assustou.
— Oi. — totalmente sem graça, olhei de Joe para Sandro e ele virou a cara, acho que aquele bico esquisito estava me indicando o homem se aproximando.
— Nina foi embora, largou o Ian. — Guilherme respondeu tão tranquilamente, mas Joe não reagiu muito bem.....
— E você tá “ muito contente!”, por isso?
Aquele momento em que você percebe que a pessoa tá puta, mas está se controlando? Foi este o momento.
— É... — ok, esse “ é” foi mesmo uma desculpa, não imaginei que ele fosse ficar com aquela cara de quem comeu comida salgada... pensando em comida...
— E o tal prato? — mudei de assunto pra ver se resolvia a situação.
— Tudo certo, ficou do jeito que ela esperava.
Joe tirou a bermuda e a camisa e mergulhou, acho que precisava esfriar a cabeça .
— Esse homem é tudo, prima. — olhei para Gui, que olhou para Joe, e concordou com a cabeça, bom, eles pelo menos não são ciumentos — Que equipamento...
— Ele é tudo sim...
— Meio ciumento. — Guilherme comentou — Mas gostoso até o último fio de cabelo. — olhei para meu primo que olhou para Joe saindo da piscina e concordou com a cabeça.
Será, por Deus! que até pra sair da água ele tem que agir como se estivesse gravando um comercial desses de perfume que passam na tv a cabo?!?!
Passou as mãos nos cabelos, jogando-os para trás, os lábios entreabertos, a água descendo em cascata de seu corpo e ele vindo em minha direção.
Meu coração bateu louco no peito. Joe visivelmente mais calmo se inclinou sobre mim na espreguiçadeira, nos beijamos, ele me molhou.
— Vou pegar alguma coisa pra gente beber... Vocês aceitam? — perguntou para Sandro e Gui que negaram com a cabeça sem dizer uma só palavra....E lá foi ele com sua sunga boxer preta...
Sandro franziu as sobrancelhas e levantou um dedo indicador, recuou o dedo o levando até a boca, olhou para onde Gui tomava sol e apontou para o Joe...
— Eu conheço aquela tatuagem. — ih, fudeu.
— Tatuagem é uma coisa tão comum, primo... Eu mesma tenho vontade de fazer uma borboleta no tornozelo, mas dizem que dói né?! Uma estilizada, de repente...
— Acho que já sei de onde! ...Ah! — hmmm, fudeu mesmo, fudeu, fudeu, fudeu... ele abriu uma bocona enorme na minha direção, eu tapei o rosto esperando pelo pior...
— Sua vadia! Inacreditável! Como assim que você tá noiva! Noivah! Desse homem?
— Por favor Alessandro, não comenta isso com ninguém! — pronto, fudeu a porra toda!!!!
— Lembrou dele de onde, amor? — Gui perguntou casualmente.
— Daquele voo pra Milão! Não sei como não reparei antes!
— Cristo! Ele estava sem camisa num voo? — Gente, que tipo de pervertido eu tinha nas mãos?
— Ah! Não seja palhaça! Você sabe muito bem do que tô falando.
Sel e Justin se juntaram à nós rindo tanto. De repente Sel parou,séria.
— Que cara é essa Demi ?
Quando eu ia falar...
— Descobri de onde conheço o “ Joe”. — fez questão de pôr o nome dele entre aspas.
— Ih é.... é? Que coisa... — foi isso que Sel respondeu — Demi, vem cá rapidinho... Justin só um segundo.........
Nos afastamos um tanto e Sel coçou o rosto disfarçando.
— Fudeu com areia, amiga. — fiz que sim — Onde foi ainda agora?
— Cara, desci até o restaurante, falei com um rapaz que me contou, uma coisa, se for mesmo o Joe, bem faz sentido...
— Pelo amor de Deus! Contou o que?
— Ele falou de uma história de um cara que trabalhou lá quando tinha vinte anos, a história é antiga por lá, parece... ele foi expulso da casa do pai, a madrasta disse que ele abusou dela. O cara trabalhou um tempo por lá e então se mandou com um gringo, depois disseram que ele roubou as joias da tal madrasta...
— Peraí! Peraí! — Sel me interrompeu irritada — Tudo errado! Aquele Joe que conhecemos não me parece capaz disso não! Abusar de uma mulher... Nossa ele poderia ter te estuprado e não fez! Calma lá! Você tem certeza de que era o Joe ?
— Não sei... mas agora preciso me concentrar em manter Alessandro de
boca fechada!
..........................
Voltamos, tensas, e meu querido primo me olhou confuso.
— Olha Demizinha, você pescou um tubarão com anzol pra sardinha. Não se preocupe o segredo de vocês está seguro, afinal é muito louco estar com um homem como ele não é mesmo? Não vou contar pra ninguém, fique tranquila
Sandro arrumou os óculos escuros estalando a língua no céu da boca
— gente excêntrica! — então se levantou puxando Guilherme pela mão e foram para a piscina.
Me senti sem chão. Justin não pareceu se importar com nada da conversa, amarrou os cabelos cacheados em um coque apertado, deu um selinho em Sel e foi também para a piscina.
Sel se sentou ao meu lado, a boca envergada para baixo.
— Deu merda.
— Deu merda. — concordei.
— Espero que o Sandro fique de boca fechada.
— Eu também... Pelo visto ele sabe das atividades do Joe como garoto de programas.
— Estou mais preocupada com você considerar as atividades dele antes, vai com calma, Demi, esse é um terreno desconhecido...
*
Sandro agiu normalmente, o que foi um grande alívio, mas Joe ficou de conversar com ele antes de irmos embora. Ficou bem surpreso quando disse que o reconheceu pela tatuagem, perguntei se havia feito algum tipo de streep tease no avião e ele além de não responder, caiu na gargalhada! Chegou a jogar a cabeça para trás de tanto rir!
Se acalmou aos poucos ao perceber minha cara carrancuda, esfregou os olhos, com a cabeça balançando em negativa....
Por fim me olhou demoradamente.
— Demi, vamos parar de fantasiar... eu não tenho culpa de ser um cara atraente. — passou a mão no cabelo com um puta olhar convencido, apesar de falar em tom divertido, achei aquele um jogo muito perigoso....
— E se eu disser que posso saber de você mais do que imagina?
— Então eu diria que você é muito xereta e impaciente. — Joe se aproximou desfazendo meus braços cruzados e os levando para enlaçar seu pescoço — Talvez eu possa ter uma boa explicação pra te dar...
Suas mãos deslizaram pela lateral do meu corpo até apertar minha cintura, seu olhar era intenso, deslizou as mãos um pouco mais, não se importando de estarmos no jardim à vista de todos e me apertou a bunda levando-me um pouco de encontro ao seu corpo, colando nossos lábios.
*
O almoço ficou maravilhoso! Havia como sempre três opções para o cardápio principal, mas o tal Caldo Mediterrâneo foi um sucesso, Joe entendia mesmo de cozinha e caiu nas graças da tia Ana e tio Bento.
— Como é que um homem tão bonito sabe tanta coisa de cozinha?
— Tia Ana, quando era criança passava férias na casa da minha avó, o passatempo preferido dela era cozinhar... Passei minha infância e boa parte da adolescência na cozinha. Va bene? — no caso de ser uma mentira, foi muito bem contada.
Ele sabia como conduzir uma conversa, como desviar dos assuntos que não queria falar, de levar todo mundo no bico, seduzindo todas as mulheres com aquele sorriso e então consegui reparar bem no que fazia... ...Uma timidez fingida, cabeça abaixando um tanto, ainda sorrindo levantava somente os olhos de repente, mirando os da outra pessoa, enquanto seu sorriso se apagava pouco a pouco.
Que safado!
— Para com isso. — sussurrei em seu ouvido sutilmente.
— Parar com o que? — sínico!
— De seduzir as mulheres à mesa!
— Não estou fazendo isso... — me apertou o joelho e deixou um selinho em meus lábios.
— É sério, não faz que me irrita.
— Mas me diverte. — sussurrou ainda mais em meu ouvido.
— Filho da puta. — sussurrei de volta, sorrindo.
— Que tanto vocês cochicham — Rosane minha prima (assanhada) perguntou.
— Estamos falando sobre a Bíblia, quer participar do assunto?
— Bíblia? Não obrigada.
Hmpf - não vou nem comentar sobre isso, nem comentar!
*
Entrei no chalé bufando! Estava furiosa com Joe! Mesmo depois de pedir, ele insistiu em flertar com a Rosane!
— Amore mio, você está imaginando coisas!
— Joe, de tudo que você é capaz de fazer... com a Rosane não! Ela mal completou os dezoito anos!
— Mas como?! Você tá louca! Coloca uma coisa na cabeça e fica com ela, batendo e batendo! Já lhe disse que não fiz nada! — estava se curvando para me encarar, fazendo cara de cachorro que caiu da mudança!
— Joe, só me levantei por um minuto pra buscar o suco e quando volto vocês estão tocando na mão um do outro! Eu imaginei isso??
— Posso explicar? Eu....
— Se quiser ficar com ela vai ser apenas pelo sexo, vou te avisando, o pai dela morreu e não deixou um centavo!
Joe arrumou a postura de repente, levou as mãos a cintura e negou com a cabeça, cara de insatisfeito, suspirou pesado e então percebi o que havia insinuado e me senti mal por isso.
— Está equivocada. Quando você esfriar a cabeça a gente conversa.
Respondeu com outro tom de voz, autoritário, arrogante. Virou-se para sair do chalé, mas eu em minha infinita estupidez prossegui.
— Eu não disse que podia sair!
— Como é que é? — perguntou-me pausadamente irritado virando o rosto lentamente em minha direção.
— Você trabalha pra mim, ainda. Não aceito que vá se esfregar naquela cadela!
— E se eu for? Vai desfazer a transferência do meu dinheiro? — estava tão sério.
— Dinheiro, no fundo sempre foi pelo maldito dinheiro.
Joe cerrou os olhos e saiu do chalé batendo a porta.
Eu o magoei.
Aquele definitivamente não foi um bom dia.
Joe se manteve distante durante toda a tarde e ao cair da noite aproveitei que não havia ninguém na piscina aquecida para relaxar um pouco. De repente Joe estava certo e eu, tão assustada com tudo o que andava sentindo, posso mesmo ter me equivocado.
Não sabia bem se confiava ou não no Joe, ao mesmo tempo que sabia que aquele beijo, aquele abraço não poderiam ser encenação, estava morrendo de medo de que ele me trocasse por outra pessoa que pagasse o dobro. Obviamente que não era o caso da Rosane, mas a quem eu tentava enganar? Eu já com trinta anos e ela, estava desabrochando a cada dia. Ouvi o som da água se agitando, mas não me dei o trabalho de abrir os olhos, fosse o Joe teria de me desculpar e ainda não estava preparada pra isso.Senti a respiração dele próxima a mim, mas mantive meu corpo imerso e a cabeça apoiada na borda. O toque de suas mãos em meu rosto estava mais possessivo, me levantando a cabeça para fita-lo, mas me recusava em olhar
em seus olhos, eu cederia, eu o amava. Tocou meus lábios e....
Franzi o cenho encarando-o. ...João!!??

....................continua..........

OI GALERA ...DESCULPEM ..NÃO DEU PRA MIM POSTAR ONTEM ...ENTÃO POSTEI HOJE..PQ AMANHÃ NÃO VAI DÁ PRA POSTAR....SÓ SEGUNDA MEUS AMORES...
ENTÃO ...CAPITULO CHEIO DE COISAS ....DEMI QUE ACHA Q DESCOBRIU ALGUMA COISA DO JOE ...SERÁ QUE O Q ELA FICOU SABENDO É VERDADE ????
O PRIMO DA DEMI QUE CONHECE O JOE !!!
DR DE NINA E IAN ....E DR DE DEMI E JOE .....
É ....E AGORA IAN ...AGARRANDO DEMI !....
CADA BOMBA NÉ .....GRANDES COISAS ESTÃO PARA ACONTECER .....BOMBAS E BOMBAS ...KKK
BOM...LOGO LOGO VCS VÃO SE SURPREENDER ...
ENTÃO GENTE ...COMENTEM BASTANTE ....OS PROXIMOS CAPITULOS PROMETEM ...
BJSSSSS



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

capitulo 28




            Soube que o amava, mesmo sem conhece-lo, apenas chamando-o pelo, o
         que talvez fosse, seu primeiro nome. Eu amava o Joe, sendo ele michê ou
         um  motorista de Kombi que faz frete ou motorista do carro da tapioca, sei lá, no
         fundo começava a me acostumar com a ideia de amar um homem apenas por amar.
           Amar o que ele representa na minha vida, não o que faz, amar sem esperar
        que me amasse, amar o carinho que tinha por mim, me negando em acreditar
        que ele estava sendo assim pois comprei esse carinho.............

Bateram. Não respondi, se fosse o Joe ele apenas entraria não é?
Então vieram três batidas em sequência rápida e meu chamou.
— Demi — mais três “ toc, toc, toc” e.... — Demi — mais três batidas e meu nome novamente.
Joe me obrigou a sorrir com sua gracinha. Virou a maçaneta também sorrindo, contudo ficou sério ao me ver. Apesar do sorriso, as lágrimas me vinham aos olhos.
— Ei, o que anda te perturbando tanto, minha morena? — minha morena, primeira vez que ele me chamou assim.
— Adoraria mentir e dizer que é por culpa da emoção, mas...
— Mas é por minha causa. — ele ficou chateado, deu pra notar.
— Não... eu... quando-quando... — respirei pra tentar coordenar os pensamentos — Quando disse: você é a próxima, só me senti mal com isso.
 E lá estava eu, que não queria mentir, mentindo.......
Queria ter dito a ele que o fato de ter ouvido Você ao invés de Nós era a razão da minha tristeza.
— Não gosto de te ver chorando sem motivo. Vamos voltar pra festa.
— Vir aqui só pra me ver foi... gentil.
— Não senhorita, vim trocar a gravata e acabei te encontrando aqui.
— Aham...
Apesar da brincadeira, trocou mesmo a gravata, colocou a Chanel lilás, combinou com meu vestido. Fiquei reparando como ele dava o nó tão rápido, nem precisou de espelho.
— Estamos ótimos, como sempre. Vamos?
A falta de modéstia de Joe, me embriagava de uma falsa confiança em mim mesma, me apoiando em seu antebraço como uma dama, representando a patética cena de nossas vidas, a impostora e o garoto de programas, seguindo de volta à festa.
*
Miley e Nick saíram de fininho e foram embora sem se despedirem! Achei romântico.
Sel estava sumindo a cada dez minutos, deve ter se arranjado com alguém, depois da página virada com a dor de cotovelo, ela estava inteira!
Queria ser como ela......
E sendo um pouco Sel, me permiti aproveitar meu sapo que ainda era príncipe e minha carruagem que ainda não virara abobora.....
Dançamos de rosto colado, abraçadinhos, sem nem ao menos mover os pés, apenas nos embalávamos numa música lenta já substituída, sem nos importarmos que todos os outros estivessem pulando e gritando enquanto nossos pés estavam grudados no chão, nossos olhos fechados, a mão de Joe em minhas costas
e as minhas acariciando lhe a nuca.
— Quer fazer amor comigo? — uma simples pergunta e meu corpo já reagindo àquela voz que sussurrava em meu ouvido.
— Quero.
Joe me levou pela mão, e fomos andando lentamente do salão de festas ao chalé. Olhando a lua, as estrelas, ouvindo o barulhinho da cigarra competir com o som alto da festa.
— Quando era criança, adorava caçar cigarras aqui mesmo, neste gramado. — apenas comentei.
— Quando era criança gostava de pescar.
— Você não gosta de falar muito da sua infância... — constatei.
— Não é que não goste, apenas não há necessidade.
— Como não?
— Minha necessidade em te conhecer é maior.
— Você tá afim de mim? É apenas uma observação! — disse jogando as mãos para cima em rendição.
Joe se lembrou do dia em que me disse exatas palavras,  e .....sorriu.
— Muito. — respondeu no instante em que paramos à porta do chalé.
Foi um beijo doce aquele que recebi, um abraço apertado e ao mesmo tempo carinhoso, Joe me ajudou com o vestido de fecho lateral, deixando o aberto enquanto me desfazia de sua gravata e o puxava para mais um beijo, um desses que a gente quase nem beija porque tá sorrindo, a pessoa também e os dentes quase batem.....
Era muita roupa e Joe começou a ficar impaciente, depois do paletó, gravata, colete, ainda havia a camisa, que ele simplesmente arrancou. Por medo que também destruísse meu vestido alugado, tirei-o com o maior cuidado deixando-o sobre a poltrona, ainda que driblando os beijos e mordidas em minha nuca. O sutiã não teve a mesma sorte, foi eliminado de uma só vez para que Joe acariciasse meus seios, intumescendo meus mamilos em sua saliva morna.....
Pensei que arrancaria minha calcinha da mesma maneira, não o fez, se afastou para me olhar.
— A segunda vez em que vi seus seios foi com certeza a mais excitante.
— Muito mais que da primeira vez, quando me deu banho?
— Não me satisfaço com mulheres dopadas ou que não saibam o que estão fazendo... E da segunda vez... Você estava exatamente, assim. Você faz ideia do poder de uma cinta liga, não faz?
— Talvez... Qual seria esse poder, Joe ?
— Algo mais ou menos, desse jeito...
Joe tocou meus lábios delicadamente, me conduzindo num abraço apertado até a cama, deitando-se sobre mim, me olhando nos olhos enquanto seus dedos passeavam pela minha intimidade. Nossas bocas ainda se
tocavam quando me tirou o ar com poucas palavras...
— Quero chupar você até que goze na minha boca. — apenas assenti.
Joe trilhou meu corpo beijando e mordendo, me fazendo gemer, rir e chorar de prazer e também por medo de que estivesse me dando um adeus com todo aquele sexo perfeito, se despedindo do meu corpo, de mim.
Segurou minhas mãos, entrelaçando nossos dedos enquanto me beijava o sexo com lambidas e chupadas em meu clitóris e abaixo dele, com o beijo mais carinhoso do amante mais apaixonado, Joe me arrancou um gemido sôfrego que antecedeu ao momento, como sempre incrível, e me derramei nele.
E eu era inteira quando Joe me tocou e desmontei-me em pedaços sob seus lábios e língua.
Desatou minha cinta liga branca e tirou-me a calcinha antes afastada para um lado, jogando-a em um canto qualquer....
Olhou-me de um olho a outro seguidas vezes. Seus dedos me acariciaram o rosto.
— Veramente bella.
— Grazie. — arrisquei um agradecimento em italiano e por resposta obtive seu sorriso.
Queria ter dito mais, chama-lo de amore mio, mas aquela frase nunca antes havia saído de minha boca para encontrar-lhe os ouvidos, pois não eram palavras vazias, uma frase bonita pra ser dita quando se espera algo em troca......
Eu o amava.......
Joe me penetrou aos poucos, até quase tocar nossas pélvis fechei os olhos apertando-os um pouco e ele se afastou um tanto e parou. Seus lábios se torceram, chateado, e lhe puxei pelo quadril para que entrasse de uma vez, Joe gemeu, eu também. Segurou em meu quadril para nos embalar em penetrações mais intensas e profundas. Levantou minha perna apoiando-a em seu braço, e a cada estocada me sentia mais perdida em meio a tantos sentimentos......
Me arranha, ele pediu ao me ver contida. E deslizei minhas unhas em sua pele, ele dobrou as costas e meteu mais forte, parei, ele pediu que continuasse, Joe mordeu o lábio me penetrando novamente com força, dessa vez não pude conter um grito e lhe enfiei as unhas tão fortes quanto quando me penetrou.
Joe parou, me olhando sério e balançando a cabeça em negativa. Morena malvada, foi o que disse puxando minhas mãos para segurá-las ao lado de meu rosto. Joe tirou um pouco de dentro de mim sem sair completamente, arqueando o corpo para me sugar os seios, um, outro e me abriu ainda mais as pernas
jogando o quadril para os lados e me conduziu mais uma vez por aquele labirinto de sensações, metendo apenas na entrada do meu sexo, logo mais fundo, me olhando todo o tempo, a mandíbula cerrada. Estava gostoso demais.....
Não conseguia mais raciocinar, Joe sabia disso pois se inclinou em meu ouvido gemendo rouco e puxando o ar entre os dentes, gemendo mais uma vez e outra e outra, Molha meu pau, morena, quero sentir... Fui me deixando levar por aquela tormenta deliciosa que era Joe dentro de mim e quando percebi, estava apertando-lhe o pau mais e mais por dentro, recebi um beijo apertado na boca.Joe não se moveu por muito mais tempo depois que gozei, puxou o corpo rápido e eu o segurei com as pernas. Não, lhe disse impedindo que saísse...... Tô sem camisinha! Respondeu como se eu não houvesse percebido.
Não lhe dei a chance de pensar ou perder aquele momento, enlacei-lhe o corpo com mais força, segurando sua nuca em uma das mãos, a outra o puxando para dentro de mim e Joe gemeu alto, soltando o ar de seus pulmões num grande ah! Enquanto seu abdome se contraía seguidas vezes, seus olhos fechados e apertados, tanto quanto apertava meu corpo nos dedos.
— Porra! Você é muito gostosa e muito louca! — a voz dele falhou um pouco e então desabou ao meu lado......
— Está tudo bem. — respondi com sinceridade, mas senti um vazio quando saiu de dentro de mim.
Esperei que acalmasse a respiração e me deitei em seu peito. Joe me abraçou beijou-me os cabelos seguidas vezes o que me fez sorrir.
— Dois minutos para o segundo roud...
— Dois minutos? Nada disso seu amigo ainda está bem duro, meio minuto!
— Você tá muito fominha, morena... Já que é assim, meio minuto é muito, vem cá, quero te ensinar uma coisinha...
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Soube que o amava, mesmo sem conhece-lo, apenas chamando-o pelo, o
que talvez fosse, seu primeiro nome. Eu amava o Joe, sendo ele michê ou um motorista de Kombi que faz frete ou motorista do carro da tapioca, sei lá, no fundo começava a me acostumar com a ideia de amar um homem apenas por amar.......
Amar o que ele representa na minha vida, não o que faz, amar sem esperar que me amasse, amar o carinho que tinha por mim, me negando em acreditar que ele estava sendo assim pois comprei esse carinho..........
Minha mente dava voltas e voltas e sempre parava no mesmo ponto, a incerteza de que toda aquela dedicação não era fruto daqueles dezoito mil Reais, nem tampouco por culpa dos bens que possuía.
Vendo seu rosto sobre o meu, seus olhos amendoados que me percorriam a alma, precisava me agarrar a um fio de esperança sequer de que aquele homem que estava sendo perfeito, era perfeito pra mim.
As carícias de Joe sempre tão cheias de amor, de desejo e cumplicidade, regadas por uma dedicação que me encantava profundamente. Era um amante incrível, e um homem extremamente misterioso, um cara que me é capaz de fazer revirar os olhos com algumas palavras ao pé do ouvido e no mesmo instante, desaparecia, como a névoa densa, prenuncio de um dia ensolarado.
Contudo, não esperava por um dia de sol, eu queria a névoa e isso me assustou absurdamente.
Senti-lo escorregando para dentro de mim novamente, enquanto suas mãos seguravam meu corpo, mantendo-me o mais junto dele possível, procurando decifrar meus desejos, meus pensamentos, meu querer, ainda que jamais pudesse fazê-lo, pois o que queria era ele, e ele estava ali.
Meus devaneios e elucubrações me foram arrancados com um som baixinho que saiu de seus lábios, e outro e outro, Joe não estava mais me olhando, estava sentindo. Seus olhos fechados, seus lábios entreabertos e ele gemia a cada vez que me estocava.
Comprimi o abdome sempre que ele tirava um pouco, sabia que isso faria toda a minha musculatura interna aperta-lo e soltei quando entrou mais fundo, seguidas vezes que ele precisou parar.
Apoiou os braços ao lado do meu corpo e me levantou um tanto, nos virando e quando me vi por cima de Joe, foi minha vez de fechar os olhos, meus joelhos sobre a cama, ao lado de seus quadris, precisaria me concentrar nas estocadas para que não me machucasse, e assim foi, uma e outra vez, até que não pude
mais suportar e me entreguei apenas às sensações, apenas ao Joe.
Meus seios eram tocados tão gentilmente, depois passou as mãos para meus quadris e deslizou até segurar minha bunda, forçando meu corpo a uma entrega segundo o ritmo dele, me conduzindo a ele, e continuei apertando meu ventre ao máximo de minhas forças sem ao menos pensar. Até que aquela sensação conhecida surgiu, entre um gemido e uma respiração acelerada.
Não consegui me manter sentada e desabei em seu peito enquanto ele continuou seguindo naquele ritmo com suas mãos em minha bunda, lançando meu corpo para cima e para baixo, mais três ou quatro vezes e pude sentir seus dedos se fechando em minha carne, puxando meu corpo para junto dele e meus ouvidos
receberam o som de seu clímax.
E estávamos nós, exaustos, de um gozo intenso, a cabeça sem assimilar nada mais complexo que um simples “ muito bom”. ......
Joe acarinhava minhas costas enquanto eu relaxava um pouco em seu peito.E ficamos ouvindo o inspirar e expirar do outro em busca de uma calmaria momentânea.
— Agora sou eu quem quer mais... — a voz de Joe me tocou com intensidade e paixão.
— Também quero mais. Me dá mais meio minuto... — ainda estava ofegante ao lhe responder.
— Não está cansada?
— Acho que não vou me cansar tão cedo...
Palavras vindas de um coração dividido entre a dúvida e a esperança.
Os momentos que passei com Joe se alternavam entre o sexo apaixonado, até um pouco violento e o toque sutil de um amor tranquilo. E era quase dia claro quando nos abraçamos, os olhos pesados e o sono
veio.......................
*
— Demi... — ouvi a voz do Joe tão distante e ouvi mais algumas vezes........
Senti sua respiração em minha orelha, e uma mordida leve que me fez sorrir, um braço forte que me puxava de encontro ao seu corpo, um nariz perfeito inspirando o aroma dos meus cabelos, roçando meu pescoço e nuca. ...Falou-me com o hálito mentolado, sussurrando um bom dia, morena.
Esfreguei os olhos para me acostumar com a luz do sol que invadia o chalé.
— Esquecemos de fechar o quebra luz... — constatei me sentando na cama.
Me virei e Joe me olhava com o rosto apoiado na mão, um sorriso idiota na cara que nem quis saber o motivo, me levantei ainda nua e fui para o banheiro, joguei água no rosto e vi meu reflexo, entendi o motivo do sorriso, meu cabelo parecia um ninho de passarinho e meus olhos estavam borrados de rímel.
Filho da mãe.....
Quando saí do banheiro Joe estava ao telefone, levantou os olhos em minha direção e sorriu entre um aham e mais outro.
— ... Eu sei, não tem problema, nos falamos quando eu voltar... Tchau.
Passei por ele já vestida com meu biquíni.
— Perdemos o café da manhã, são onze horas... — levei minhas mãos à boca fazendo cara de “ Oh”, num deboche que o fez sorrir.
— Fala sério, Joe...
Ele fechou um dos olhos, apertando-o em uma careta.
— Tem razão, por um instante esqueci que aqui você é a dona Demetria.
— Sim, sim... Vamos? — vesti um vestido quase transparente, apertando meus cabelos para tomarem volume nas pontas......
O telefone de Joe tocou mais uma vez, ficou me olhando... esperando que eu dissesse alguma coisa, mas coloquei os óculos escuros, e saí.
Ele veio logo atrás, mantendo uma pequena distância que não me impedia em nada de ouvi-lo falar em italiano, obviamente que não entendi nada! Ele falava tão rápido, as palavras tropeçavam em meus ouvidos num tanto de erres e tes.
Parecia um tanto irritado e isso dava pra sentir em seu tom de voz, entretanto falou pausadamente sua última frase antes de desligar.
— ... e cosa si aspettano da me? — “ e o que eles esperam de mim?” Foi o que disse! Seriam seus novos parceiros? Será que depois daqui já havia a quem atender?
Merda! Ele vai me deixar!
Por mais vontade... não iria perguntar nada, ele disse que quando voltássemos me contaria, tentei manter a ansiedade sob controle, era mais um dia de espera apenas...
Ah! Mais que Diabo estava pensando? E o homem do restaurante? Precisava escapar para ir até a entrada de Penedo!

.................................continua

OI MEUS AMORES .....CAPITULO GRANDE NÉ ......
OLHA SE VCS ACHAREM QUE ESTÁ SENDO MUITO CANSATIVO LER ...PQ TÁ MUITO GRANDE ...VCS ME FALAM OK ....AI EU DIMINUO ...
MAS VOLTANDO AO CAPITULO ........GOSTARAM DE MAIS UM HOT JEMI ?
DEMI TÁ COM MEDO DO JOE IR EMBORA.......SERÁ QUE ELE VAI DEIXA-LA ?????
E CAMISINHA QUE ELES NÃO USARAM ??? O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER ???
SERÁ QUE A DEMI VAI CONSEGUIR DESCOBRIR ALGUMA COISA DO JOE COM AQUELE CARA Q ELE TAVA CONVERSANDO NA ENTRADA DE PENEDO ????
MUITAS PERGUNTAS NÉ ........APOSTO QUE ESTÃO MORRENDO DE CURIOSIDADE ....
BOM ....FIQUEM LIGADINHAS QUE LOGO SUAS PERGUNTAS VÃO SER RESPONDIDAS ....
LOGO LOGO ESSE MISTERIO VAI SER DESVENDADO .....
E AOS COMENTÁRIOS QUE ESTOU TENDO ....O QUE EU SÓ TENHO À DIZER É : MUITO OBRIGADA ...MESMO ...DE CORAÇÃO ....ESTOU MUITO FELIZ QUE VCS ESTEJAM GOSTANDO DA FIC .......MUITO FELIZ MESMO ......
ENTÃO GALERA ....COMENTEM MUITO PARA O CAPÍTULO DE AMANHÃ ......BEIJOSSS


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

capitulo 27



— Que cara é essa?
— Bom dia mano.
— Bom dia, que cara é essa?
— Estou extasiada. Acabei de detonar o seu padrinho de casamento aí no corredor.
— Ian? Como assim?
— Disse umas verdades pra ele. Sabe Nick, se não fosse meu irmão, te odiaria.
— Me odiaria? tartaruga, você tem memória seletiva! Quando vocês começaram a sair, o que foi que eu disse? Demetria... Ian não é cara pra namorar... Você me ouviu? Não. E você foi o relacionamento mais longo que ele teve!
— Só me diz, nunca tive coragem de perguntar antes, mas agora tenho... Você sabia que ele e Nina? ...
— Tá maluca?? Claro que não! Mas eu te avisei! Avisei!
Me joguei na cama e Nick se jogou por cima de mim, me arrancando um suspiro de dor. Cretino! odiava quando ele fazia isso! Então começou aquela porra de cosquinha que ele adorava fazer! Odiava quando se comportava como quando éramos crianças!
Quase mijei de tanto rir! Que absurdo!
— Para Nick! Cacete! — mas no final estávamos os dois rindo muito, a realidade bateu e percebi que meu irmãozinho estava se casando, que seria um chefe de família, que se casaria com seu grande amor.
 — Tô feliz por você......
Nick me deu um beijo forte na bochecha que chegou a doer e eu o empurrei para o chão, ele caiu sentado e começamos a rir novamente. Mas sei lá, comecei a chorar feito uma bobona.
— Ei... A gente nunca vai perder isso maninha. Nunca! Lembra? — ele estendeu o dedo mindinho e eu o meu e os apertamos — Amigos para sempre.
— Amigos para sempre. — mas as lágrimas não paravam de cair e nós nos abraçamos.
— Você também vai casar logo, tenho certeza.
— Tem certeza é?
— Tenho sim, o cara é gente boa, acho que ele gosta de você.
— Acho que sim. —precisava espantar aquela melancolia — Nick, deixa ver suas mãos?
— Deixo, pra quê? — virou as mãos para mim e examinei suas unhas.
— Hmm... Muito bem, fez as unhas... Ficou bom.
— A Tiffany fez pra mim, tirou só o excesso de cutícula e passou uma base fosca, ficou legal.
— É, gostei de ver, se arrumando todo pra Miley...
— Ela merece.
— Vocês se amam tanto... Serão muito felizes juntos, muito mesmo.
Nick mostrou a roupa arrumada, os sapatos, e as alianças, estava tudo certinho, senti muito orgulho dele, estava fazendo a coisa certa. Tio Bento deu duas batidas curtas e entrou no quarto, finalmente nos vimos.
Ele abriu um sorrisão de dentadura que eu achava o máximo! Aquele cabelo grisalho dele estava um charme, e havia emagrecido bastante também.
— Tio Bento! Bom dia!
— Bom dia Demizinha, minha boneca, você tá linda, acabei de conhecer seu noivo!
— Joe.
— Joe é diminutivo de que ? Não quis perguntar... vai que ele não gosta do nome de batismo...
— Tio, o Joe é Joe, né?! Já tá bom assim.... Joe! Simples, rápido, quando a gente começa a falar o nome... Pah! O nome já acabou. Estamos até...pensando em colocar o nome da nossa filha, se for menina, claro, de Mel...também né?! ... Começa e acaba numa sílaba só...
Aquele momento em que a pessoa fica confusa com as coisas que a gente vai dizendo e que provavelmente a gente também não faz muita ideia da merda que tá falando...
— E se for menino pode ser, Léo...  ou sei lá... Noel... Ho, Ho, Ho — Nick resolveu fazer graça então
resolvi pôr fim a ela.
— Ou podemos “ inovar”, — fiz questão de pôr aspas no inovar — quem sabe Nicholas Neto... ou Nicholas Sobrinho... Que acha Nick?
Ele parou de rir rapidinho.
— Já disse que isso foi um erro do nosso pai. — ui, ficou sério...
— Graças aos avós de vocês... — Tio Bento sempre ria do nome do meu pai, ria com ele vivo, continuou rindo com ele morto e agora ria do Nick por ter o mesmo nome ...........Mas concordo com o tio Bento,pra que colocar o nome do filho igual ao nome do pai ? Pra que ?.....Por um lado é engraçado ...porque o Nick nunca gostou de ter o mesmo nome do Papai .....se ele não fosse tão marrento poderia até defende-lo e não rir das piadinhas ...mas como ele é muito chato,mimado, eu acho a maior graça ...
Bom...mudando de assunto ....
— Tio Bento... tia Ana disse que o senhor vai operar... o senhor tá legal?
— Uma coisinha atoa, parece que é uma cirurgia sem grandes traumas e espero não voltar gay da sala cirúrgica, porque brocha tenho certeza de que vou... a coisa já não anda boa mesmo...
É ótimo que meu tio tenha tão bom senso de humor, mesmo diante das dificuldades.
— Também espero que não se sinta menos homem tio. — Nick deu um tapinha no ombro de nosso tio que sorriu em resposta.
— É.... mais um viado na família sua tia não aguenta... Mas não foi pra falar de boiolice que vim aqui, foi pra avisar que o Pastor chegou.
— Ah que ótimo! Vou cumprimenta-lo.
Nick saiu do quarto, tio Bento e eu fomos logo em seguida.
— Demizinha, gostei muito do Joe.
— Ele é gente boa.
— É, melhor que aquele escrotinho do Ian.
— Ai tio... — no fundo ele estava muito certo e nem sabia, Ian nunca foi o homem ideal pra ninguém.
..........................
Alcançamos o pátio de entrada, ainda conversávamos trivialidades e senti um par de olhos sobre mim. Parece que o Mundo deu uma parada de repente tio Bento só mexia os lábios, mas definitivamente só conseguia ver como Joe me olhava, os cotovelos apoiados sobre a mesa, as mãos de dedos entrelaçados
encobrindo minha visão de seus lábios, os olhos estreitavam-se e o cenho franzia, eu já sabia, sempre que estava pensando em algo que havia lhe dito, fazia aquela carinha.
De repente suas sobrancelhas subiram e desceram muito rapidamente e ele soltou um longo suspiro. Ficou sério, sério demais eu diria. Virei-me para ouvir o que tanto meu tio falava e ao retornar meu olhar para Joe, ele parecia distante, olhando pro nada, segurando o dedo anelar que sustentava aquela nossa aliança, falsa.
Daria qualquer coisa por seus pensamentos.
Mais uma vez seus olhos me alcançaram, mas então, sei lá acho que percebeu que estava intrigada e sorriu, um sorriso simples, mas sincero.
Algumas vezes ele me deixa confusa, mas então dá um sorriso de “ tudo bem” e meu coração se apazigua, muito embora minha mente esteja com aquelas sirenes de filme que indicam “ evacuação imediata”.
Tio Bento já havia percebido que não estava prestando atenção, ele é muito sagaz, não tem a necessidade de matraquear que a tia Ana tem, Tio Bento gosta de conversar, não de falar com estátuas.
— Sabe, minha querida, você precisa ter cuidado com esses bichinhos.
— Bichinhos? Que bichinhos?
— Esses que se instalam em nossos cérebros, corroem nossos melhores pensamentos e colocam ovos que se chocam rápido e então sobram apenas as dúvidas e os medos.
— Tá falando de quê, tio?
— Das malditas caraminholas, são bichinhos tão nocivos, capazes de destruir até a alma de uma pessoa.
— Tio Bento, o senhor tem cada uma...
— Fiquei velho Demetria, não fiquei burro, nem cego.
— Tá muito na cara?
— Dos dois. — isso me surpreendeu e Tio Bento sorriu — há tantas dúvidas em você quanto há nele.
— De vez em quando a gente se questiona se está tomando o rumo certo...
— É.. Isso é saudável... desde que seja de vez em quando, não todo o tempo... Viva um pouco minha filha, você parece mais velha que eu... de vez em quando. — destacou a última parte sutilmente.
Andei na direção do jardim, braços cruzados, pensando no conselho do tio Bento, ele tem razão em muitas coisas, mas não sabia exatamente o que estava acontecendo e talvez o Joe estivesse em dúvida entre tentar me dar um golpe ou não... Entre me dizer o que ele chama de detalhe, ou não.
Sentei-me na grama, olhando as carpas no lago, estava com o pensamento longe, nem percebi Joe se agachar atrás de mim, sentou-se de maneira que fiquei entre suas pernas abertas, me abraçou e não dissemos nada um ao outro.
.................................
Algum tempo em silêncio depois... Eis que Selena surge e se joga de qualquer maneira ao nosso lado.
— Nossa, que animação de vocês!
Continuamos em silêncio.
— Vocês vão ficar mudos? — silêncio — Estão me ignorando?! Suas porras! Vão tomar no cu vocês dois  Silêncio e sorriso — Ah! Vão se fuder!
Sel se levantou indignada e saiu batendo pé, começamos a rir, abraçados, então nos viramos, nos olhamos e nos beijamos.
— Sacanagem... Vamos falar com ela. —  Joe apenas assentiu estalando mais um beijo em meus lábios.
Alcançamos uma Sel bem irritada antes que chegasse à mesa em que estávamos mais cedo, me joguei em suas costas e ela quase me derrubou de raiva, mas depois começou a rir.
*
Estava eu modelando as pontas do meu cabelo com a pranchinha quando percebi o Joe, parado no meio do chalé, me olhando mais uma vez com aquela cara de quem estava pensando em alguma coisa séria.
— O que foi? Por que está me olhando assim?
— Assim como?
— Assim... — imitei os olhos semicerrados dele e a boca levemente torcida num bico.
— Desculpe, não percebi que estava fazendo isso.
— Hmm... e estava pensando em que?
— No quanto você é linda, fazendo coisas normais.
— Obrigada, gentileza sua... Coisas normais... — achei engraçado.
— Coisas normais, você é uma pessoa muito... normal.
— Isso é bom ou ruim?
— Particularmente acho bom, é muito chato estar ao lado de pessoas que tentam impressionar.
— Você conhece muitas pessoas... — foi mais uma constatação que uma pergunta.
— Sim, conheço muitas pessoas.
— Conhece meu primo, não é?
— Acho que o vi uma ou duas vezes.
— Seria ruim se ele se lembrasse de onde?
— Não seria ruim, mas também não seria o ideal nesse momento.
— Nesse momento acho que nada referente a você seria ideal ser exposto. — sorri e ele entendeu.
— Tem razão. Demetria me diz uma coisa, mudando de assunto... O que mais gosta na sua profissão?
— O que mais gosto? Como assim? De fazer ou...
— Por que escolheu ser gestora de contratos?
— Ah! Sinceramente, não sei. Poderia ficar filosofando aqui, mas a verdade é que não sei.
— Mas você gosta do que faz? Você parece ser muito boa nisso...
— Gosto, procuro dar o meu melhor, trabalho sempre como se a empresa fosse minha, entende?!
... Acho muito triste a visão separatista funcionário versus patrão, gosto de conduzir tudo bem dentro da Lei, dos procedimentos, sou contra burlar as regras, isso prejudica muito nosso país e as pessoas não se dão conta disso...
Cara, conversamos um bom tempo sobre economia, sobre o país, sobre a minha visão, a dele, era bom conversar com o Joe, mesmo quando parecia que ele estava me entrevistando. Devia estar curioso pra saber o que sentia trabalhando dentro da área em que me formei. Isso me deprime um pouco, por ele.
*
Miley estava muito linda em seu vestido branco, um modelo simples, inspirado na Bella da saga Crepúsculo, sinceramente esperava que Nick e ela tivessem um desfecho melhor que os atores na vida real. O buquê foi de Lírio branco, escolhido por conta de uma passagem Bíblica.
Nick estava bonito em seu meio fraque de gravata cor de creme, estava nervoso, não parava de massacrar os dedos nas mãos. Ao avistar sua linda noiva, abriu um sorriso enorme e seus olhos marejaram, confesso que os meus também, meu irmãozinho estava se casando.
Olhei para Joe, sentado ao lado de Sel, ele sorriu pra mim e meu coração se apertou mais uma vez, sentia que nosso tempo juntos se esvaia como a areia do deserto escorregando em uma ampulheta, aquele pensamento me doeu tanto quanto uma punhalada e senti meu rosto úmido.
Joe sorriu pra mim mais uma vez, estava com um semblante piedoso, mas aquela ideia dele me deixando para seguir seu caminho persistia, insistia, me machucava. Sel mandou que eu sorrisse, fazendo mímica, disse algo no ouvido de Joe, ele franziu o cenho e me olhou sério em seguida. O que aquela louca poderia estar lhe dizendo? Logo ele abaixou a cabeça e prendeu os lábios nos dentes, parecia pensativo e voltou a me fitar, como se não fosse nada.
Nina e Ian não se olhavam, estava claro que aquele amor da vida um do outro estava chegando ao fim, peguei o olhar de Ian sobre mim duas vezes,
primeiro pensei: Bem feito! Quero que se danem! Depois pensei algo como: Espero que ela esteja grávida! ...Mas por último pensei: será que o casadinho é de doce de leite? Tá me dando uma fome...
O discurso do Pastor foi mais bonito que nos ensaios, ele deu uma
incrementada de última hora emocionando a todos. Tenho certeza de que meus pais estariam orgulhosos, ou estavam né?! Nick estava fazendo a coisa certa, sabíamos que sim, Miley e ele foram feitos um para o outro, eram almas gêmeas.
Gostaria que Joe fosse a minha alma gêmea.
*
Comemos, dançamos e rimos e era como se não houvesse mais ninguém na
festa.
Miley chamou a todas para jogar o buquê, mas Sel e eu não fomos, ficamos olhando afastadas.
— Não vai tentar o buquê? — tia Ana surgiu ao meu lado. Olhei para o Joe que chegava com duas taças de prosecco.
— Não... Com certeza um buquê não vai me fazer casar.
— Pessimismo, oi, tudo bem? ... — Sel resmungou, mas a ouvi perfeitamente.
Miley jogou o buquê e acompanhamos aqueles lindos lírios brancos voando alto sob o pôr do sol, se o fotógrafo for bom..., lembro-me de ter pensado exatamente isso antes daquelas flores aterrissarem em meus braços cruzados.....
A mulherada gritou enlouquecida! Sabe aquela brincadeira sem graça: pensa rápido! E jogam um troço na gente? Foi quase isso, quase que as flores foram para o chão, mas as peguei a tempo.
Joe deu uma parada com a taça, já estendendo-a em minha direção. Ficou com a mão no ar. Instintivamente olhei para Joe que apesar da expressão surpresa, sorriu e me passou a taça, tilintamos um discreto brinde e
bebemos.
— A mira da Miley está perfeita. Não acha tia Ana? — Sel foi puxando minha tia. Joe e eu ficamos sozinhos........
— Você é a próxima, querida.
As palavras dele não me fizeram bem, meu peito doeu, pedi licença tirando a mão livre de Joe de minha cintura e fui me afastando aos poucos, de volta para o chalé, precisava de um minuto, um minuto meu, um pouco de paz, tentar colocar aquela confusão toda em ordem.
Acendi apenas o abajur ao lado da poltrona de leitura e me sentei, na penumbra, o buquê em meu colo, Joe lá fora e eu, tentando desmanchar aquele nó na garganta nos goles de prosecco.

continua............................
GENTE Q CASAMENTO ...OLHARES DE DEMI E JOE .....DEMI PEGANDO O BUQUE ....
SÓ EU Q ACHO Q ESSE CAPITULO FOI MUITO ....INTENSO ..?
COMENTEM A OPINIÃO DE VCS....
GALERA SÓ FALO UMA COISA Q EU REPAREI .....
OS COMENTARIOS DE VCS ESTÃO DIMINUINDO ...PQ ?
NÃO ESTÃO GOSTANDO ? SE NÃO ESTIVEREM GOSTANDO DA FIC ME FALEM POR FAVOR ....
ATÉ OS ANONIMOS Q TINHAM MUITOS ...AGORA TEM POUCOS .....
ASSIM NÃO DÁ NE GENTE ......AI FICO DESANIMADA PRA POSTAR .......
ME AJUDEM PLEASE ?
CONTO COM VCS HEIN .........BJSSSS ATÉ AMANHÃ


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

capitulo 26

                                 
                                                              La Donna Della Mia Vita 


Foi a minha vez de foder o Joe. O empurrando devagarinho, vendo o sorriso lindo que ele tinha ao perceber que cairia de costas na cama e deixando. Desabotoei sua camisa de linho cinza, acesso livre ao peitoral trabalhado e seu abdome bem marcado, deslizei meus dedos calmamente de seu pescoço até o umbigo, desci mais um pouco para abrir a calça jeans escura, até então nenhuma resistência, só expectativa.
Ele me ajudou com a calça e arrancou o tênis para facilitar, tirei-lhe as meias, não me cansava de olhar seus pés, eram bonitos. Voltei minha atenção para a cueca que ainda permanecia cobrindo seu membro. Mordi levemente, apenas com os lábios, por cima da cueca, foi bom ouvir um gemido curto fugir de seus lábios, mas eu precisava de mais. Tirei minha jaqueta jeans e o vestido longo em seguida, praticamente arranquei as sandálias, me deitei sobre ele tocando nossos lábios, deslizando a língua em seu maxilar, brincando com sua orelha do mesmo jeito que ele fazia comigo, mordendo seu pescoço só pra ouvir aquele “ ai”. Pressionando
nossos corpos e esfregando minha pélvis em seu membro, sentindo-o endurecer cada vez mais.
E segui beijando-lhe inteiro, soltando-o da cueca e segurando-o delicadamente, umedeci meus lábios, seguindo a língua no corpo de seu membro e levando a cabeça à boca numa chupada intensa. Minha mão subindo e descendo... medindo sua reação, o tanto que seus olhos apertavam quando pressionava um pouco mais.... O jeito como seus lábios entreabriam quando tentava engolir o máximo dele.
Ele sabia que eu não poderia enfia-lo inteiro e parecia se divertir com isso, até tentei, (mas pensei que vomitaria então fui disfarçando e puxando-o de volta) até que encontrei um ponto especial, ele contraiu o abdome sutilmente e eu soube, era ali.
Ele gostou quando desci uma das mãos até a base, próximo à pélvis enquanto sugava apenas a cabeça de seu pau, deslizando a pontinha da língua para cima e para baixo, segurando seu quadril com a outra mão, vez e outra o forçando para a garganta e voltando a acaricia-lo como se o beijasse de língua, tocando seu membro inteiro num sobe e desce que só fazia aumentar sua vontade.......
Cada vez mais irrigado, mais excitado até não conseguir mais se conter. Tentou me afastar empurrando meu ombro, mantive-me firme sugando e massageando e gemendo...
— ... vou... gozar...
Conseguiu dizer com a voz rouca, quase um sussurro e por fim se liberou, derramando seu prazer para que o recebesse em minha boca......Queria agradá-lo, queria surpreende-lo, queria esquecer todos os pudores e
deixar de lado tudo o que fosse convencional e tudo o que chamavam de "correto”.
Queria me libertar, assim como ele era livre, esquecer os anos de um sexo morno e apático com Ian, dos envolvimentos casuais e sem emoção que havia experimentado até então...
E foi por todos esses motivos, todos esses motivos importantes pra mim que o esperei abrir os olhos e me ver brincando com seu sémen na língua antes de deixar uma parte escorrer pelo canto da boca, descendo preguiçoso e grosso pelo meu pescoço, uma outra parte descendo alcalino e rápido pela garganta adentro.
Joe me olhou surpreso, parecia feliz e muito mais excitado.
— Gostoso. — ele sorriu, com os olhos semicerrados.
— Ora, ora, o que temos aqui... Demi, me surpreendeu...
— Isso é bom. Eu quero a camisinha...
— Pra quê? — olhei confusa, será que ele sugeriu não usa-la? — Ainda não vamos precisar dela... — suspendeu-me pela cintura, deitando-me em seguida, — minha vez de retribuir.....
Muito melhor que da primeira vez! Foi como se me conhecesse já num segundo encontro, sua boca se fechando em meu sexo, querendo me engolir, enfiando sua língua em mim, para dentro com rigidez e ao sair me amolecia aos poucos entrando e saindo dessa maneira. Chupou meu clitóris nos lábios e quase morri de tanto prazer, e continuou um ritmo calmo e intenso.
Senti algo novo, algo que nunca havia sentido antes, começava forte, nas paredes da minha vagina e se irradiava pelo meu corpo inteiro e seguia para meu clitóris e se intensificava no baixo ventre e era inexplicável a força com que me tirava a lucidez.
A sensação se assemelhava a de um espirro, crescente e crescente e... Meu corpo se convulsionou rápido, Joe não parava um segundo, nem diminuía, nem acelerava, apenas se mantinha naquele ritmo, gemendo, degustando e senti um puxão enorme de dentro de mim, não tem como explicar o que foi aquilo eu apenas explodi e gritei e Joe me soltou aos poucos, estava com a boca molhada, o queixo, o peito, fiquei um tempo tentando assimilar o que havia acontecido.
E nesse tempo o vi se abaixar até seu jeans jogado no chão, pegar algo e voltar.
Quando comecei a coordenar meus pensamentos, tudo parou novamente, ele se arremeteu de uma só vez, me penetrou com tudo, tapando minha boca para que não gritasse novamente e me excitou ainda mais vê-lo em cima de mim fazendo que não com a cabeça e seus lábios soltaram um “ su,su,su”.
E se lançou mais uma vez sem dó, e meteu fundo, senti um leve incômodo e se lançou novamente, fundo, e fechei os olhos era bom e doloroso ao mesmo tempo, era pleno e cheio, e não havia um só espaço a ser preenchido. E me manteve um bom tempo com a boca tapada na mão, enquanto entrava mais e mais.
Se apoiou no antebraço e me beijou, recebendo meus gemidos em sua boca, abafando-o no beijo tão intenso quanto suas estocadas, forte, selvagem, e eu gozei novamente, menos louco que antes, mas igualmente bom. ....Joe desceu uma das mãos para o meu quadril, me puxando cada vez mais para ele, com a outra mão segurou meu cabelo, e eram duas coisas completamente diferentes, ambíguas, a carícia suave em meus cabelos e o beijo amoroso contrastando com a força com que me penetrava e me puxava para ele
cada vez mais......Aumentou o ritmo de repente, seus lábios já não estavam sobre os meus, seu rosto colado ao meu, meus dedos lhe arranhavam as costas e Joe gemia em meu ouvido, era incrível saber que estava se deliciando comigo, em mim, um homem que já teve inúmeras mulheres sob seu corpo e era comigo que ele
sentia prazer....Seu carinho era meu e meu coração era dele.
Joe parou de repente, me olhando nos olhos, um Oh que nunca seria pronunciado, mudo, e um cenho cerrado e senti seu abdome se contraindo bruscamente uma e duas vezes. Estava gozando tão gostoso, lindo e sincero.
— Cazzo! ... hai appena fatto me cum così, Penso di aver trovato la donna della mia vita......
 De verdade?Não compreendi nada que ele disse! Isso foi frustrante, mas ao mesmo tempo foi legal. Dá pra entender?! Apesar de não saber nadinha, achei romântico ele falando italiano no meu ouvido.
Achei ter entendido o Donna della mia vita,... melhor confirmar...
— “ dona da sua vida”?
— Dona da minha vida? Não amore mio, la donna, a mulher.
A mulher da vida dele? Foi além do esperado, então me calei, isso me assustou um pouco. Amor platônico e amor real, assim, intenso e perfeito... me deu um medo.
Apenas nos aninhamos um nos braços do outro e adormeci com ele me fazendo cafuné.
E foi lá pelas tantas da madrugada, um frio do cacete naquele chalé, logo o mais afastado, o meu preferido, o meu chalé! E um frio miserável! Não estava adiantando nada a porra do edredom, Joe acordou comigo praticamente tentando entrar nele.
— Quer de novo é?!
— Joe, eu tô morrendo de frio!
E pelado foi acender a lareira, ou tentar, já que por nada ela pegou! Ele tentou mais umas duas vezes, se levantou, mãos na cintura e constatou o óbvio...
— Tá quebrada.
— Ah! Tia Ana! Se eu não morrer congelada vou matar aquela velha!
— Morrer congelada? Comigo aqui? Vai não...
Joe entrou novamente debaixo do edredom, me beijando a boca, o pescoço, falando baixinho...
— O jeito é a gente fuder até o amanhecer...
Até o amanhecer... Muito bom...
A primeira pessoa que vi, foi justamente quem queria ver mesmo! Selena!
— Vem cá, vem cá, vem cá!
— Ui! Bom dia pra você também, Demi.
— Ai Sel! Ele disse que a gente é namorado, que assim que voltarmos vamos conversar sobre o que ele chama de detalhes, que vai me contar tudo! E...
Enquanto eu pulava e sacudia a Sel ela ficava rindo com aquela cara de tonta que fazia bem quando estava achando a maior graça da situação.
— Vocês passaram a noite toda trepando, né?
— Como você sabe?
— Você tá andando estranho e com olheiras profundas...
— Ah! Pomada e maquiagem resolve! Ai... Sel... — falei melosa mas mudei o tom de voz pra um agressivo louco — O Joe é um cavalo!
— Cavalo? Do tipo... — ela fez com a mão indicando o comprimento e eu complementei com as mãos em um círculo grande — Hmm, grande e grosso, parabéns, está em falta no mercado.
— Imagina uma cobra comendo um boi.
— Uma cobra comendo um boi? ... tô imaginando...
— A mandíbula dela.
Sel deu uma risada alta.
— Nossa, sofrido hein...
— Por cima e por baixo.
— Não quero nem saber quando esse cara quiser comer teu cu.
— Sem chance! Eu não tô afim de dar ponto nas pregas.
— Hmm, falemos de outra coisa que o assunto tá vindo aí.
— Não conta isso que te disse! Ouviu?
Joe tinha umas roupas bem legais ......


— Bom dia, Sel.
— Bom dia senhor cavalo. — Vagabunda! Saiu andando na frente.
— Senhor cavalo... Demetria.
— Não falei nada! Você que postou uma foto nu na internet...
— Sei... Tudo bem Sel, só me diz se ela deu detalhes ou parou nas preliminares? ...
Sel se virou para nos olhar andando abraçados, a mão de Joe em minha cintura, a minha no bolso de trás de sua calça.
— Vocês ficam lindos juntos. E não, ela não deu detalhes, não deu tempo, você chegou.
— É, safada? — Aff... Ele me chamou de safada! Mas em seguida me puxou para um beijo.
Sentamos os três para o café da manhã, a pousada estava lotada, mas o bom de ser filha de um dos donos, ainda que falecido, irmã do administrador e noivo, era ter minha mesa reservada no canto, próximo à piscina.
— Gente, cadê esse povo? — constatei ao perceber que não havia ninguém da família por perto, apenas os empregados da pousada que passavam por nós me cumprimentando sempre com um “ Bom dia dona Demetria”, “ bom dia”, respondia.
— Acho que estão fazendo o que deveríamos estar fazendo.
— O que?
— Arrumando o cabelo.
— Hmm, é ruim hein d'eu ir arrumar cabelo...
— Por que essa revolta toda? — Joe me perguntou.
— Ontem gastei uma grana pra escovar o cabelo e você o destruiu em poucas horas.
— Hmm... querem que eu saia daqui? O papo tá ficando meio... intimo.
— Ah! Sel, que segredos temos nós três? Até o meu pau você conhece.
Sel deu uma gargalhada boa e tocaram as mãos. Gente, como eles se parecem, Joe e Sel, igualmente depravados e desprovidos de um filtro que os impeça de falar besteiras o tempo todo.
Acho que é por se parecerem tanto que os adoro.
Finalmente alguém da família apareceu, meu primo com o namorado. Veio andando todo sorridente e feliz da vida ao me ver.
— Diva! Demi, minha lindah!
— Oi meu amor! — cara como eu estava com saudades do Alessandro, ou
Sandro para nós (e Sandrico para o Guilherme, mas só quando meus tios não estavam por perto).
Ele é muito divertido! Muito alto astral! Sempre com um sorriso estampado no rosto e uma piada na ponta da língua....Guilherme também era divertido, mas um pouco mais contido e másculo.
— San-San, esse é o meu noivo, Joe.... Amor, esse é meu primo Alessandro, e o namorido dele Guilherme.
Ao se cumprimentarem Sandro virou o rosto um tanto de lado, com aquela expressão de “ eu conheço você”.
— Prazer em conhece-lo.
— Eu acho que te conheço.
Para tudo rapidinho!:
Caraca, ouvi claramente o som da sineta de um ringue de box e o Mundo parou naquele segundo.
Meu primo vivia em baladas gays e também em todos esses lugares frequentados por garotos de programas, boates, festinhas, e um tanto de coisas que ele nos contava. Esse meu primo disse “ acho que te conheço”.
Fudeu............
E de volta a realidade de um tempo que passa por minuto seus sessenta segundos por vez...
— É possível, — respondeu Joe simplesmente — mas não sou bom fisionomista, então não saberia dizer de onde.
— É, de repente é uma impressão mesmo.
O ar saiu de meus pulmões de uma vez, que alívio! Fico de cara com o Joe, como ele é louco e como consegue sair dessas situações sem uma gota de suor na testa! Perito.
Agindo normalmente, sentamos os cinco à mesa, conversando amenidades e vendo o povo dos arranjos chegarem, a van com a comida, o pessoal do serviço, mas nem sinal dos noivos.
Julguei que não havia perigo em deixar Joe e Sandro conversando e só com um olhar Sel entendeu tudo e ficou por perto enquanto fui ver meu irmão.
Segui pelo corredor até o quarto dele, mas no caminho encontrei vindo na direção contrária, infelizmente, Ian.
— Bom dia, Demi.
— Bom dia, Ian. — e continuei andando, e ele continuou falando.
— É sério com aquele cara? — dá pra acreditar nisso?
— Muito sério e não é aquele cara, o nome dele é Joe.
— Entendi... — dei mais um passo me virando de costas e ele prosseguiu falando — Você tá gostando mesmo dele?
Então me aproximei do Ian, tirando uma coragem sabe Deus de onde para estar a um palmo de distância, arrumei a gola da blusa polo, ele nunca conseguia manter a gola certinha.
— Sabe, Ian, o Joe... como posso explicar? ... é o homem que toda mulher sonha em ter, além de ser um exímio amante, ele é carinhoso, educado, e.... sabe se vestir.
Então me afastei, mas parecia que o cara queria discutir uma relação que não existia há tempos!
— Você não pensa mais em mim?
— Tá brincando?! — dei uma gargalhada debochada — Ian, eu penso em você todos os dias! — ele começava a sorrir — Penso que se estivesse contigo, não teria encontrado o homem da minha vida. Obrigada Ian, obrigada por ser assim.... um cretino, canalha, filho de uma puta, se você fosse um
cara decente, eu não saberia o que é gozar de verdade... de melar a boceta inteira desaguando uma ejaculação feminina numa rôla do tamanho do meu antebraço e na espessura de uma lata de Coca-Cola.
Fiz questão de levantar meu braço e fazer um círculo grande e aberto com os dedos.
Com isso ele calou a boca e pude seguir até o quarto do meu irmão, deixando-o com o maxilar deslocado, pois ele nunca havia me ouvido falar ou reagir desse jeito. E isso me fez um bem enorme.

................continua ...............

NOSSA ...ESSE CASAMENTO PROMETE !!!
GOSTARAM DO HOT JEMI ???
SINCERAMENTE ...EU AMEI ....
KKK SEL E JOE SÃO IGUAIZINHOS ....KK
MOMENTO " TOMA FILHO DA PUTA " COM DEMI E IAN .....AMEI ...
ENTÃO GALERA ...AMANHÃ TEM MAIS ......CONFUSÕES ...OU NÃO .....
AHHH  TENHO UMA DIVULGAÇÃO DE UM BLOG DIVO *---*
ALEXANDRA MAGDA E VANESSA MALUKINHA : http://jamaisteesquecereijemienelena.blogspot.com.br/
JÁ TO SEGUINDO VCS ....
....ENTÃO É ISSO ....COMENTEM BASTANTE PARA O PRÓXIMO ...CONTO COM VCS ...BJSSS


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

capitulo 25





— Como é que é? Frete?
— Foi o que ele disse! Cara, fiquei até imaginando ele naquelas Kombis de carroceria... O que me dá certa pena, porque sei que ele tem nível superior...
— Isso acontece muito... Mas você já pensou que ele pode gostar da vida dele? — fiquei pensativa — E de quem era a tal casa?
— Menina, a casa era um espetáculo! E... Hmm, isso eu não perguntei.
— Mais é burra hein!
— Ei! Para de me tratar mal....
— Tá, tem razão, afinal, vocês finalmente transaram! E Isso foi muito positivo! Finalmente.
— Ai Sel... Estou tão feliz e ao mesmo tempo... tão em pânico!
— Pânico? Por quê?
Fiz uma cara de “ fala sério” e Sel deu uma risada.
— Olha pelo lado bom amiga, seu relacionamento com Joe nunca será monótono! — e caiu na gargalhada — E o que vocês fizeram no domingo? Porque liguei pra cacete e você não atendeu!
— Se eu te disser você não vai acreditar.
— Eu acredito sim, pode contar.
— Joe e eu fomos andar de pedalinho na Lagoa, comer cachorro quente de rua. Fomos ao cinema e depois passamos o final do dia como ele gosta de dizer... brincando.
— Já estava melhorzinha da ximbiquinha né taradinha?! Hmm e hoje de manhã? Deixou o príncipe dormindo?
— Pra dizer a verdade ele quem me deixou dormindo. Saiu bem cedo.
— Pra dirigir um frete?
— Acho que sim. E aí? Vamos almoçar?
— Com certeza.
Com certeza que não! Nosso chefe desprezível nos chamou na sala dele, para nos esculachar !
Não vou ficar gastando linha com aquele filho da puta, mas tipo, saí de lá fiquei muito mal. Sel também, mas ficou menos abatida que eu e da sala daquele miserável saímos dispostas a mandar currículos pra Deus e o Mundo! .........— Alô, oi Joe.
— Oi. Que voz é essa?
— De quem foi pisoteada.
— O corno do seu chefe...
— É.
— Demi. Por que não procura outro lugar pra trabalhar? O que esse cara faz é assédio moral.
— Eu sei, mas como é à portas fechadas... não posso ao menos processa-lo, viado desgraçado...
— Tenho certeza de que com o seu perfil vai ser chamada logo em um lugar melhor, com um patrão decente.
— Tomara. E estou aceitando qualquer área, nem precisa ser em plataformas.
— Vai dar tudo certo. Liguei mesmo pra saber como é que está, mas tô vendo que não muito bem...
— Vai passar, estou indo com a Sel almoçar.
— Três da tarde?
— Pra você ver.... vamos comer um hambúrguer mesmo.
— Hmm, pena que não vou poder te dar uma comida melhor hoje. — ele me fez rir.
— Estamos falando de algo que se digere pelo estômago?
— Estamos falando do que você quiser. Também liguei pra avisar que... —
Joe deu uma parada e então retomou depois de limpar a garganta   — meu celular vai ficar fora de área por uns dias, mas estará tudo bem, tenho que encerrar umas coisas e....
— Você não vai parar, não é? — acho que minha voz soou decepcionada.
— Fica calma, não surta! Quando eu voltar a gente conversa.
— E quando você volta? — ele respondeu tão baixo que precisei perguntar novamente.
— Dia seis.
— Como é que é?
— Não surta!
— Como não surta? Seu louco! Marcamos no dia seis de viajar! Olha Joe,se você não aparecer eu vou te matar!
Sel, parou assustada, estalando os dedos na frente do meu rosto e só então percebi que estava gritando no meio da rua da Alfândega.
— Joe. Joe. — eu já falava entredentes — Presta atenção, é bom você parar essas suas putarias e me levar no dia seis pra Penedo!
— Relaxa.
Nem me despedi, desliguei o telefone na cara dele!
Sel ficou me olhando, chocada e preocupada.
— Que foi isso, Jesus? Tá possuída?
— Possuída vou ficar se aquele puto não aparecer no dia seis!
— Como assim?
— Diz ele que precisava encerrar coisas e que voltaria... quando? No dia seis!
— Calma, garota, o casamento é no dia sete à tarde, qual o stress?
— Cara, o Joe...
— Você tá mais Puta da vida pelo fato dele estar fazendo o que faz do que propriamente pela viagem que vai atrasar. Não é?
Eu só balançava a cabeça em negativa, estava furiosa!
— Sabe do que mais, você é muito romântica... achou que assim que dormissem juntos ele iria descobrir que só você existia no Mundo e puft! Iria mudar de vida... A realidade é outra chuchu.
— Decepcionada.
— Só se decepciona quem espera alguma coisa. Você não deveria esperar nada de um homem como o Joe, apenas aproveitar...
Já estava com a boca cheia quando o celular apitou. “ Como queira, senhora, vamos no dia seis, mas à noite!” Sel sugava o refrigerante, espiando a tela do celular junto comigo.
— Começou com isso de senhora, novamente. — comentei de boca cheia, jogando o sanduiche para um canto da bochecha — Vamos pegar um puta engarrafamento!
— Ei, seja amigável pelo menos, você tá jogando bem pesado com ele.
— Como ser amigável?
— Me dá esse caralho aqui.
Sel digitou por um bom tempo e enviou “ obrigada, só fico preocupada.... não quero que se canse no trânsito, gosto mt de vc”. Fiquei olhando a mensagem enquanto diminuía o tamanho da batata frita que segurava. Por fim, percebi que dessa vez ela não fez nada demais e a mensagem que veio a seguir foi ótima! “ Linda. Também gosto mt de vc, bjs.”
Foram as duas semanas mais longas da minha vida! Tudo meio que perdeu a graça de repente, e comecei a duvidar do que ele realmente sentia por mim, foram poucas ligações e poucas mensagens. Comecei a refazer mentalmente tudo que aconteceu e...
— Sel. — pelo meu tom de voz, ela me olhou preocupada — Ele tá me enrolando, Sel.
— Hmm, começou de nóia.
— Sel, tô achando que ele não sente nada por mim, só queria se divertir mesmo.
— Divertir? Como assim?
— Você pagou a ele?
— Paguei ué, assim que o mês virou, foi esse o combinado, além do mais fiz depósito programado e outra, você não me disse nada que não era pra pagar.
— Vou te dizer o que vai acontecer, assim que voltarmos, ele vai receber a última parte e vai sumir.
— Pessimismo, assim que voltarmos do casamento, vocês vão sentar e conversar.
— Não vamos. Assim que der as costas ele vai se mandar. Tô sentindo isso.— Hmm começaram as previsões catastróficas da Mãe Demi .
— Ele só queria brincar comigo Sel, de repente até por pena mesmo, mas ficar me seduzindo com todo aquele joguinho de ‘não posso’, mas depois pôde... É tudo igual...
Sel podia falar o quanto quisesse, pra mim estava claro o que aconteceria, primeiro de tudo, ele nunca disse que me amava, segundo, nunca disse que largaria essa vida, nem nunca me disse seu nome, onde mora, nada. Não sei nada dele.... sempre que estivemos juntos ele me enrolou de tal maneira que eu me distraia de tudo e só via aquele homem lindo na minha frente e nada mais!
.............................
Sexta-feira, dia seis de Setembro, vinte e uma hora e oito minutos, Joe abre a porta do meu apartamento, com uma cara de tanto faz, desejando Boa Noite, joga as chaves em cima da mesa e se joga no sofá ao meu lado, ignorando minha cara de raiva e meus braços cruzados. Se vira e me dá um beijo. Que não foi correspondido.
— Podemos ir? — perguntei me levantando.
— Será que eu posso beber uma água antes? — Apontei para a cozinha com um bico torto.
— Vou esperar lá em baixo, por favor traga minha mala.
— Mala? Serão quatro dias!
— E você quer que eu leve minhas roupas, sapatos, calcinhas, vestido de festa, shampoo, condicionador, chinelo, biquíni, chapéu de sol, cremes hidratantes, aonde? Na bunda?
— Nossa, você tá pilhada... Vai descendo que eu levo suas coisas... -Soltei o ar de uma vez pela boca, tipo “ que saco!” e desci. ...— Qual o problema, meu amor? Eu não tô aqui?
— São nove da noite Joe, que horas vamos chegar lá?
— No pior dos casos meia noite. Por quê? Saudades de ver o Ian ?
Olhei o Joe, incrédula! Ele falou mesmo isso??
— Como é?
— Não tô entendendo esse desespero de chegar cedo!
— Ian não tem nada a ver com isso! Estava preocupada com você! Passei o dia todo sem notícias suas!
— Desculpe! Mas não podia ligar, só isso!
— Joe que tanto você faz hein?!
— Trabalho, pra ganhar dinheiro. E não estou gostando do seu tom de voz, você está falando com quem? Com seu contratado ou com seu namorado?
Isso me pegou de surpresa, namorado? Ele acha que a gente tá namorando?
— Namorado. — escolhi uma das opções e deixei pra ver o que ele iria dizer.— Então para de falar comigo como se fosse minha patroa, eu não gosto. Além disso a gente vai chegar na melhor hora do dia.
— Melhor hora? ...
— Claro. — ele me olhou com cara de safado e isso me quebrou completamente, sorrir foi inevitável — E aí? Como foi seu dia?
— Foi médio... passei uns currículos...
— Alguma coisa?
— Tenho uma entrevista na semana que vem, esqueci o nome da empresa... Um nome diferente... mas é pra cuidar de contratos, então tá tudo certo.
— E a Sel ?
— Sei lá... ela cismou que quer abrir uma loja de bolinho de chuva.
— Tá falando sério? — me perguntou com ar divertido.
— Sério! Disse que não existe loja de bolinho de chuvas e ela vai abrir uma.
— Ela é doidinha...
— Somos todos né Joe ?
Ele parou um pouco pra pensar, me olhou de cenho franzido.
— Tá falando isso por quê?
— Nada. — ficou um silêncio estranho e eu resolvi abrir a boca — Então, somos namorados?
— Bom, tenho pensado muito em você desse jeito, como minha namorada. Você quer ser?
Caí na gargalhada e ele ficou ofendido.
— Desculpa! Joe! É que... — mais um pouco de risadas — ...parece que voltei pra escola, mas esse seu pedido foi... fofo.
— Estou confuso. Isso foi um sim... Um não? ...
— Ai Joe, eu também estou bem confusa com relação à você.
Ele se fez de desentendido, mas ambos sabíamos do que estávamos falando.
— Como assim?
— Como assim? Qual seu nome completo? Onde reside? Seu estado civil?  Sabe o que você sabe de mim, Joe? Tudo. E o que sei de você? Nada.
— Você se prende a cada detalhe...
— Essa é sua resposta? Que isso é detalhe?
— Detalhe. Você sabe quem sou e isso é o mais importante, sabe que pode contar comigo quando precisar confirmar uma mentira pra sua família, pros seus amigos, sabe que faço comida pra você não ficar se entupindo de biscoito recheado, que te fodo com vontade, que sou capaz de te dar banho, de conversar,
te ouvir. Isso é o importante.
— Me diz que essas viagens que você faz não são ilegais.
— Não são ilegais. Você tá achando que sou traficante? — fiquei sem graça e foi a vez dele cair na gargalhada.
— Nem sei mais o que pensar!
— Olha, façamos o seguinte, assim que voltarmos desse casamento, te conto os detalhes da minha vida pra você sossegar essa sua imaginação.
— Tá. Mas pelo menos me diz se o seu nome é mesmo esse.
— É... é? É.
— Isso foi ridículo Joe.
E lá estava ele rindo de mim mais uma vez.
Não paramos no caminho, fomos direto, estava tão cansada que dormi já na entrada de Itatiaia.
Nem percebi o carro parar, olhei para o lado e nada do Joe, pela janela pude vê-lo conversando com um homem, próximo a um restaurante, cheguei a pensar que pedia informação, mas reparando bem no entorno, estávamos tão próximos da pousada, impossível se perder. O homem que conversava com ele era de meia idade, falavam tranquilamente, por fim o homem lhe puxou pelo aperto de mão que se deram e encerrou o cumprimento com um abraço. Eles se conheciam! Nossa! Alguém que conhecia o Joe! Precisava voltar
naquele restaurante! Assim que se afastaram, Joe olhou para o carro e eu fechei os olhos com a cabeça de lado, melhor fingir que ainda dormia, o fato do vidro do carro ser escuro ajudou bastante.
Passou em frente ao carro e entrou, continuei paradinha.
— Demi. — não respondi e ele seguiu para a pousada.
Voltou a me chamar quando entramos pelo portão, ainda aberto. Abri os olhos, fingida que só a porra, fazendo de conta que havia acabado de ser acordada, olhei para o relógio do painel, quase meia noite. Me espreguicei e abri a porta do carro. Joe já estava tirando minha mala do banco de trás.
— Ei, acordou de vez ou te levo no colo?
— Acordei. — mentira, já estava acordada.
Assim que desci do carro minha tia apareceu na varanda com um baita
sorriso. Aí foi aquilo de família né?
“ Sumida”, “ só assim pra gente se ver”, “ tá sabendo que seu tio vai operar a próstata?”, “ menina seu cabelo tá grande, tá bonito”, “ soube que a Dona Jaciara morreu? Não? Morreu coitada”, “ mas você arrumou um tipão hein minha filha?!”
Apresentei o Joe e os constrangimentos seguiram conforme o protocolo familiar...
“ e vocês casam quando?”, “ tá se cuidando né?!”, “ não porque bebê tem que planejar”, “ se bem que você tá ficando velha, não pode também passar muito...”.
Aff... E foi só minha tia que estava acordada, ainda teríamos de encarar meu tio, meus primos e meus padrinhos, mas... nada a fazer quanto a isso.
— O seu chalé. — tia Ana me deu as chaves do meu cantinho preferido sempre que ficava em Penedo.
— Obrigada, tia, estou realmente cansada, amanhã de manhã a gente conversa mais tá?
— Sim, vão descansar que essa viagem quebra a coluna da gente, te contei que seu tio foi daqui em Mauá e ficou cheio de dor na lombar?
— É mesmo tia? Contou não... E ele tá melhor?
— É, tive que passar um remédio, mas... Sabe como é velho né?
Olhei para a cara do Joe que parecia se divertir muito com a situação. Por fim conseguimos ir para o chalé. Meu cantinho, meu quartinho, minha...
— Ué, cadê a minha lareira?
— Como assim? Olha a lareira aí.
— Não Joe! Essa aqui é à gás! Quero saber cadê a minha lareira de pedra e lenha!!
— Quer voltar lá pra perguntar pra sua tia? — me olhou tentando segurar o riso, debochado.
— Melhor não.
— Deixa de ser boba, você acha mesmo que vou deixar você com frio?
Perfeito. Um abraço perfeitamente colocado, no melhor momento, com as falas certas, na hora certa. E um celular apitando.Sel.
— Chegamos agora sim, mas não posso falar. (...) Adivinha? É falta de educação falar de boca cheia. (...) tchau. .........Joe me olhando e segurando o lábio.
— Boca cheia? ... Cheia de que?
— Disso. — segurei o pau dele e Joe me beijou.

......................continua ......

OI GENTE DESCULPEM PELA DEMORA ...ACONTECEU ALGUMAS COISAS AI NÃO DEU PRA POSTAR .....
E ENTÃO O QUE ACHARAM DO CAPITULO ?
SABE ...TÁ VINDO MAIS UM HOT JEMI .....QUEM AI TÁ ANCIOSO ?????
POSSO GARANTIR PARA VOCÊS QUE ESSE HOT VAI SER MUITOOOOO MELHOR QUE O OUTRO !!! AGUARDEM AMORES !!!! E COMENTEM MUITO PARA O PRÓXIMO ....BJSSSS